
Mesmo após o anúncio diplomático, governo Lula não conseguiu remover as barreiras que mais prejudicam a indústria nacional.
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Apesar da narrativa otimista divulgada pelo governo Lula após a retirada parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos, os dados revelam um cenário bem menos favorável. Mais de nove mil produtos brasileiros continuam sob tarifas pesadas, incluindo um dos setores mais estratégicos da economia nacional: o aço e seus derivados. Mesmo com o recuo pontual anunciado pelo governo Donald Trump, a maior parte das exportações brasileiras segue enfrentando sobretaxas de até 40%, somadas ao imposto-base de 10%, o que mantém a carga total em cerca de 50% para amplos segmentos produtivos.
A flexibilização anunciada pelos EUA abrangeu apenas nichos específicos — como alguns produtos agrícolas — e não alterou o gargalo mais crítico: a competitividade da indústria brasileira no mercado norte-americano. Enquanto o Itamaraty tenta vender a ideia de “avanço diplomático”, analistas apontam que a medida tem caráter interno, voltada para aliviar o custo de vida nos Estados Unidos, e não representa conquista efetiva do governo Lula no campo comercial. O aço brasileiro, altamente dependente do mercado externo e fundamental para a cadeia produtiva nacional, permanece entre os mais punidos, prejudicando siderúrgicas, metalúrgicas e toda a indústria de transformação.
Mesmo com um ambiente internacional cada vez mais competitivo, o governo federal não apresenta uma estratégia clara para reduzir dependências, ampliar acordos bilaterais e garantir previsibilidade para o setor produtivo. A manutenção de tarifas sobre milhares de itens reforça o isolamento comercial do Brasil, que segue perdendo espaço para países com diplomacia econômica mais assertiva. A narrativa triunfalista não resiste aos números: a maior parte da lista de produtos tarifados continua intacta, e os setores de maior valor agregado seguem sem perspectiva de alívio.
REFLITA E COMPARE
- Por que o governo Lula vende como vitória um acordo que não resolveu o problema central?
- Como a indústria nacional pode competir se continua sendo penalizada nos mercados mais importantes?
- Quem realmente ganha com essa política comercial: o Brasil produtivo ou a narrativa política de Brasília?
A situação expõe mais uma vez a fragilidade da política externa econômica do governo e a necessidade urgente de uma postura firme, pragmática e alinhada ao interesse nacional. O Brasil só será competitivo quando enfrentar o debate com seriedade, defender sua indústria e abandonar o uso político de resultados que não se sustentam na prática. O país precisa de liderança forte, clareza estratégica e compromisso real com quem gera emprego e riqueza.
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FAQ
- Quantos produtos brasileiros seguem tarifados pelos EUA?
Mais de nove mil itens continuam sob tarifas elevadas. - Qual setor é o mais prejudicado?
O aço e seus derivados permanecem entre os mais penalizados. - A retirada parcial das tarifas foi resultado de negociação?
Especialistas afirmam que não; a decisão foi unilateral dos EUA. - As tarifas totais podem chegar a quanto?
Em muitos casos, até 50% somando tarifa-base e sobretaxa. - A mudança anunciada impacta a indústria brasileira?
O impacto é mínimo, já que os setores mais estratégicos seguem tarifados.

