
O pior índice da década expõe o peso da carga tributária, da fiscalização agressiva e da insegurança jurídica que desestimula quem trabalha e produz no país.
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O avanço dramático dos pedidos de recuperação judicial — 2.273 somente em 2024, o maior número em dez anos — é mais do que um alerta estatístico: é um diagnóstico duro de um país que abandona seus empreendedores enquanto cresce o Estado, o custo e o risco de abrir ou manter um negócio. Cada empresa que entra em colapso revela a falência de um modelo que sufoca quem gera emprego e renda, enquanto protege interesses políticos e burocráticos. O ambiente hostil criado pelo governo federal, marcado por aumento de carga tributária, decisões imprevisíveis e uma máquina de fiscalização usada com rigor seletivo, transforma o empreendedor em suspeito permanente. A economia real perde força porque o país castiga quem produz e recompensa quem vive da estrutura estatal.
A insegurança jurídica, que deveria ser combatida pelo próprio governo, virou um dos grandes motores de destruição das empresas brasileiras. Multas crescentes, regras cambiantes, interpretação discricionária da lei e falta de estabilidade institucional fazem com que administrar uma empresa no Brasil se torne um exercício diário de sobrevivência. Sem blindagem, sem planejamento patrimonial e sem organização jurídica sólida, a maioria simplesmente não resiste. O resultado é previsível: mais falências, mais desemprego e mais dependência do Estado. Os empresários, acuados, buscam alternativas de proteção, como holdings e estruturas patrimoniais capazes de reduzir riscos e impedir que uma crise conjuntural destrua décadas de trabalho.
Quando o governo falha em criar previsibilidade, o empreendedor busca seus próprios meios de defesa. A holding, antes vista como ferramenta apenas de grandes grupos, tornou-se necessidade vital até para empresas médias, que precisam sobreviver à volatilidade econômica e ao peso tributário crescente. Blindar patrimônio, organizar sucessão e otimizar impostos não é luxo: é o único caminho para resistir a um país que trata quem produz como adversário. A tragédia econômica de 2024 é a consequência lógica de escolhas políticas que privilegiam arrecadação em vez de crescimento, fiscalização em vez de competitividade e controle estatal em vez de liberdade econômica. O empreendedor brasileiro não quebrou sozinho — ele foi quebrado por um modelo que o enfraquece deliberadamente.
REFLITA E COMPARE
O Brasil incentiva quem trabalha ou pune quem tenta gerar riqueza?
Como construir uma economia forte em um país onde a insegurança jurídica é maior do que a capacidade de empreender?
É possível falar em desenvolvimento enquanto empresas são destruídas pela própria estrutura estatal?
Um país digno exige respeito ao empreendedor, liberdade econômica e estabilidade institucional. Somente uma liderança comprometida com responsabilidade fiscal, segurança jurídica e proteção ao setor produtivo pode impedir que o Brasil continue afundando em ciclos de falências e dependência estatal. A defesa da soberania começa pela defesa de quem produz.
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FAQ
Por que o número de recuperações judiciais subiu tanto?
Porque as empresas enfrentam carga tributária elevada, insegurança jurídica crescente e custos operacionais que aumentam mais rápido do que sua capacidade de produção.
O governo tem responsabilidade nesse cenário?
Sim. A expansão estatal, a pressão fiscal e a instabilidade regulatória tornam o ambiente de negócios cada vez mais hostil.
O que é holding e por que tem sido mais usada?
É uma estrutura jurídica de organização e proteção patrimonial que reduz riscos e otimiza impostos, ajudando empresas a sobreviver em ambientes instáveis.
Blindagem patrimonial é realmente necessária?
No cenário atual, deixou de ser opção e se tornou ferramenta essencial de sobrevivência para empresários.
Como isso afeta o futuro da economia?
Mais falências significam menos empregos, menos investimentos e um país cada vez mais dependente do Estado e menos competitivo no mundo.

