
A nova pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg expõe o avanço da rejeição ao governo e interrompe a tentativa de recuperação iniciada no segundo semestre.
Matéria exclusiva do portal ClicJa.com.br | Verificado Google
A rejeição ao governo Lula voltou a subir e rompeu de vez a sequência de recuperação artificial que o Planalto vinha tentando sustentar desde agosto. Segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado nesta terça-feira (2), a avaliação negativa atingiu 50,7%, enquanto a aprovação recuou para 48,6%. O dado, embora esperado, confirma que a insatisfação da população cresce em ritmo acelerado, mesmo diante do intenso aparato de comunicação oficial usado para suavizar problemas econômicos, escândalos e contradições do governo.
A pesquisa repete a tendência registrada por outros institutos ao longo de novembro. Tanto a Futura/Apex quanto a Genial/Quaest já haviam detectado uma virada consistente, com a rejeição superando a aprovação. Na Futura/Apex, por exemplo, 52,8% dos entrevistados rejeitaram o governo, contra 40,9% que ainda o apoiavam. Embora o índice tenha mostrado estabilidade em relação a outubro, o movimento geral reforça uma realidade incômoda para o Planalto: o desgaste político não apenas permanece, mas se intensifica.
O avanço da rejeição ocorre em meio a uma economia fraca, aumento da desconfiança do setor produtivo e repetidas declarações desastrosas do próprio presidente, que frequentemente antagoniza investidores, minimiza problemas fiscais e insiste em um discurso ideológico ultrapassado. Soma-se a isso a escalada de conflitos internos entre alas do governo e a ausência de resultados concretos nas áreas de segurança, educação e infraestrutura. Mesmo com o uso de estratégias de comunicação e publicidade estatal, a percepção da população se mostra cada vez mais distante da narrativa positiva promovida pelo governo.
Os números fortalecem a avaliação de que o país vive um momento de desaceleração da confiança e crescente frustração com promessas não cumpridas. O eleitorado que acreditou em uma suposta “volta à normalidade” começa a perceber que as decisões do governo caminham para o aumento da intervenção estatal, incertezas econômicas e políticas públicas pautadas por viés ideológico, e não por metas de eficiência. A virada registrada pela AtlasIntel/Bloomberg funciona, portanto, como mais um indicativo de que o governo enfrenta uma crise real de credibilidade, não um ruído passageiro.
REFLITA E COMPARE
O que explica a rejeição crescente apesar do discurso otimista do governo?
Por que a confiança do mercado e da população segue em queda mesmo com tanta propaganda oficial?
Até quando o Brasil aceitará políticas que afastam investimentos e ampliam a polarização?
A verdade é que o Brasil precisa retomar o caminho da responsabilidade fiscal, da segurança jurídica e do respeito ao contribuinte. Sem isso, a confiança não volta, o investimento não cresce e a população seguirá pagando o preço de escolhas equivocadas. O país merece líderes que inspirem estabilidade, não retrocessos.
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FAQ
1. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg é nacional?
Sim, o levantamento é nacional e mede a percepção dos eleitores sobre o governo.
2. O que significa rejeição acima de aprovação?
Indica que mais brasileiros avaliam o governo negativamente do que positivamente.
3. Esse movimento já havia sido identificado antes?
Sim, Futura/Apex e Quaest já haviam mostrado essa tendência.
4. Quais fatores influenciam a rejeição?
Economia fraca, declarações do presidente, instabilidade política e falta de resultados concretos.
5. A tendência pode mudar nos próximos meses?
Mudanças são possíveis, mas dependem de resultados reais e de ajustes que o governo não tem sinalizado fazer.

