
A reação do Senado expõe a tentativa do governo Lula de controlar processos internos e revela desgaste político crescente no coração da República.
Matéria exclusiva do portal ClicJa.com.br | Verificado Google
A declaração do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, foi o estopim para que Davi Alcolumbre anunciasse, de forma imediata, o cancelamento da sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula ao STF. O gesto não foi apenas um aviso: foi uma demonstração clara de que o Senado não está disposto a servir como extensão das vontades do Executivo. Em meio às tensões institucionais, a fala de Wagner — afirmando que não havia previsão de Lula enviar a mensagem formal com a indicação — soou para Alcolumbre como mais uma tentativa explícita do Planalto de controlar o calendário de um Poder que, constitucionalmente, não deve subordinação ao presidente da República. O episódio escancara o padrão repetitivo do governo Lula: interferência, pressão, improviso e pouca disposição para respeitar a autonomia dos demais Poderes. A irritação de Alcolumbre — relatada por seus próprios interlocutores — evidencia que o Senado já enxerga no Planalto um governo acostumado a impor seus ritmos, ignorar protocolos e tentar pautar decisões que não lhe pertencem. Ao cancelar a sabatina de imediato, Alcolumbre evitou cair no “jogo” político do Palácio, um jogo que, ao que tudo indica, busca esticar ao máximo a corda institucional para testar limites. O desgoverno Lula demonstra, mais uma vez, a arrogância de um projeto que não aprendeu com seus próprios erros: governar pressionando, não dialogando; impondo, não negociando; tumultuando, não conduzindo. O cancelamento da sabatina representa um desgaste real para o Planalto, que apostava em uma aprovação rápida de Messias. Agora, o Executivo se vê obrigado a lidar com um Senado menos disposto a ser cúmplice e mais atento às investidas políticas vindas da Esplanada. A crise revela que Lula tenta manter controle absoluto sobre temas estratégicos, inclusive aqueles que deveriam ser tratados com estabilidade e responsabilidade institucional, especialmente quando envolvem o Supremo Tribunal Federal. A instabilidade criada pelo próprio governo não apenas aumenta a resistência do Legislativo, como também reforça a percepção de que o país vive sob uma gestão improvisada, politizada e distante do equilíbrio necessário para enfrentar os desafios nacionais.
REFLITA E COMPARE
O governo Lula realmente respeita a autonomia entre os Poderes?
Quem ganha quando o Executivo tenta impor calendários e manipular processos internos do Senado?
Até quando o Brasil tolerará interferências políticas em indicações para o STF?
O Brasil precisa retomar um caminho de seriedade institucional, responsabilidade política e respeito à separação dos Poderes. Episódios como este mostram o quanto o país ainda está amarrado a vícios antigos, sustentados por um governo que insiste em repetir erros clássicos da velha política. O brasileiro merece muito mais do que improviso, pressão e desgaste constante.
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FAQ
- Por que a sabatina de Jorge Messias foi cancelada?
O cancelamento ocorreu após Alcolumbre interpretar a fala de Jaques Wagner como tentativa do Planalto de controlar o calendário da indicação. - O Senado pode rejeitar pressões do Executivo?
Sim. Cabe ao Senado analisar e definir seus próprios prazos e procedimentos. - O governo Lula tem histórico de tensionar relações com outros Poderes?
Sim. Episódios recentes mostram tentativas recorrentes de interferência política. - A indicação ao STF pode atrasar ainda mais?
Pode. O desgaste político tende a dificultar negociações. - O que este episódio revela sobre o atual governo?
Revela improviso, pressão política e falta de respeito à autonomia institucional.
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