
A reação da imprensa militante revela temor diante do desgaste do ativismo judicial e da crise de legitimidade do STF.
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A reação da mídia de esquerda à decisão do ministro Gilmar Mendes — que dificulta novos pedidos de impeachment contra integrantes do STF — evidencia o enorme incômodo do sistema com o avanço da liberdade de expressão e com o crescente questionamento popular ao ativismo judicial. O comentarista Octavio Guedes classificou a medida como “imoral e escandalosa”, escancarando uma contradição que se repete: quando decisões judiciais servem à agenda progressista, são tratadas como técnicas e necessárias; quando expõem fissuras internas ou desgastam a narrativa oficial, passam a ser atacadas até por aqueles que normalmente defendem a intervenção do Judiciário em assuntos políticos.
O Brasil vive uma espécie de “AI-5 do jurídico”, expressão que tem ganhado força entre analistas críticos à expansão do poder das cortes superiores. O cenário atual mistura decisões monocráticas que impactam diretamente o debate público, limitações à liberdade de expressão, blindagem institucional e um distanciamento crescente entre a cúpula do Judiciário e a sociedade. Para muitos brasileiros, a sensação é de que existe um conjunto de autoridades com privilégios intocáveis, protegido por regras e interpretações que dificultam qualquer forma de questionamento ou responsabilização.

A imprensa progressista, que deveria defender transparência, equilíbrio e fiscalização, reage com desconforto porque percebe a erosão do discurso que sustentou por anos: o de que qualquer crítica ao STF seria um ataque à democracia. Agora, diante da indignação pública e das denúncias de excessos, esse argumento perde força. Quando jornalistas alinhados à esquerda passam a chamar de “imoral” a proteção excessiva a ministros do Supremo, fica evidente que o debate atravessou as fronteiras ideológicas e chegou ao mainstream da opinião pública.
A crise de legitimidade das instituições é resultado direto de decisões desconectadas da realidade e de um ambiente onde o cidadão comum sente que suas liberdades estão cada vez mais condicionadas ao julgamento de poucos. Enquanto o governo Lula tenta manter um discurso de normalidade institucional, a percepção nacional é outra: o país vive um desequilíbrio perigoso entre Poderes, agravado pela fragilidade econômica e pelo cerco ao contraditório. O temor da mídia de esquerda é simples: quanto mais o debate sobre liberdade avança, mais difícil se torna sustentar narrativas que dependem da censura disfarçada e do silêncio imposto por tribunais.
REFLITA E COMPARE
- Quem realmente perde quando a responsabilização de ministros do STF se torna praticamente impossível?
- Por que até jornalistas alinhados à esquerda começam a criticar decisões que antes defendiam?
- A liberdade no Brasil avança ou é apenas tolerada quando não incomoda o sistema?
O Brasil enfrenta um momento decisivo, em que a defesa da liberdade precisa ser firme e constante. A opinião pública está mais atenta, a mídia já não controla o discurso como antes, e a pressão popular pode sinalizar mudanças importantes no equilíbrio institucional. O país não precisa de blindagem; precisa de transparência, limites e respeito à Constituição — valores fundamentais para qualquer nação que se pretenda verdadeiramente democrática.
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FAQ
1. O que motivou a polêmica envolvendo a decisão de Gilmar Mendes?
A decisão dificulta pedidos de impeachment contra ministros, o que muitos veem como blindagem institucional.
2. Por que parte da mídia de esquerda criticou a decisão?
Porque a medida expôs contradições internas e reforçou a percepção de abuso judicial.
3. O que significa “AI-5 do jurídico”?
É uma expressão usada para criticar o avanço excessivo do poder do Judiciário sobre liberdades individuais.
4. Qual a relação entre o governo Lula e o atual tensionamento institucional?
Críticos afirmam que o governo se beneficia politicamente de decisões que restringem o debate e blindam autoridades.
5. Como a população reage a esse cenário?
Com crescente desconfiança, indignação e pressão por mais liberdade e equilíbrio entre Poderes.

