
A repercussão internacional expõe a crise institucional brasileira e reforça alertas sobre o avanço de poderes não eleitos sobre a democracia.
Matéria exclusiva do portal ClicJa.com.br | Verificado Google
O diagnóstico veio de onde a esquerda jamais imaginou: um dos jornais mais respeitados do mundo, o Wall Street Journal, acusou o Supremo Tribunal Federal de ter promovido um “golpe de Estado” silencioso no Brasil. O artigo, assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, afirma que o ministro Alexandre de Moraes atua de maneira autoritária, impondo censura, prisões políticas e controle institucional sem qualquer respaldo do devido processo legal. A análise ecoou de forma estrondosa, revelando como até a imprensa internacional identifica que o país vive uma deformação institucional sem precedentes desde que a atual gestão voltou ao poder. O texto cita o inquérito das fake news, o da milícia digital, os bloqueios arbitrários de contas e perfis de opositores e a influência direta do ministro no processo eleitoral. Para O’Grady, é impossível ignorar a semelhança entre os métodos adotados pelo STF e aqueles usados por regimes como o de Hugo Chávez na Venezuela para sufocar adversários, manipular instituições e consolidar poder.
O impacto político é imediato: enquanto a imprensa brasileira tenta minimizar o conteúdo, governistas acusam o jornal de “desinformação”, exatamente o tipo de rótulo utilizado por regimes que tentam controlar narrativas. Já setores conservadores veem na denúncia internacional a confirmação de algo que alertam há anos: há uma ruptura institucional em curso, conduzida por quem deveria defender a Constituição, não reinterpretá-la conforme interesses políticos. O’Grady também relembra a anulação das condenações de Lula, apontando que a corte ultrapassou limites técnicos e jurídicos para devolver ao PT um capital político artificial. Para analistas independentes, a crítica externa reacende um debate abafado no país: quem controla o poder hoje não são os eleitos nas urnas, mas a cúpula de tribunais que opera sem freios e contrapesos. As denúncias internacionais pressionam ainda mais a imagem do Brasil e colocam em xeque a narrativa de que a democracia está “protegida”.

REFLITA E COMPARE
Por que apenas jornalistas estrangeiros ousam dizer o que parte da imprensa brasileira evita?
Se o STF está tão seguro de sua legalidade, por que reage com tanta agressividade a críticas?
O que acontece com uma democracia quando juízes se tornam mais poderosos que o próprio eleitorado?
A crise institucional brasileira não será resolvida enquanto aqueles que deveriam defender a Constituição permanecerem acima dela. O país precisa restaurar seus freios e contrapesos, proteger liberdades individuais e garantir que nenhum poder, especialmente o que não passa pelo voto, possa agir sem limites. A democracia depende de equilíbrio, e não de tutela.
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FAQ
- O que o Wall Street Journal afirmou sobre o STF?
O jornal declarou que o STF conduz um processo autoritário que configura um “golpe de Estado” silencioso no Brasil. - Por que Alexandre de Moraes foi citado?
Ele foi apontado como figura central em ações de censura, prisões sem julgamento claro e controle institucional. - O artigo compara o Brasil a qual país?
A análise traça paralelos com práticas autoritárias do regime venezuelano. - Qual o impacto político da denúncia internacional?
Reabre o debate sobre abusos de poder e expõe o desgaste institucional do país. - O que motivou a repercussão do texto?
A contundência da acusação e o prestígio do jornal ampliaram o alerta sobre o avanço de poderes não eleitos.

