
FLÁVIO BOLSONARO VIRA CONTRA LULA EM PESQUISA E ACENDE ALERTA PARA 2026
Levantamento nacional aponta primeira vantagem numérica do senador sobre o atual presidente em cenário de segundo turno.
Análise do Tema
A 11ª Pesquisa Gerp, realizada entre os dias 6 e 10 de dezembro, revelou um dado inédito no cenário político recente: o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Trata-se da primeira vez que o parlamentar supera o atual chefe do Executivo nesse tipo de confronto direto.
O resultado surge poucos dias após Jair Bolsonaro oficializar publicamente o nome do filho como pré-candidato ao Palácio do Planalto. A definição do nome parece ter produzido impacto imediato, especialmente entre eleitores que aguardavam uma sinalização clara da liderança da oposição. Em disputas anteriores, a ausência de um candidato definido sempre se mostrou um fator de dispersão no campo oposicionista.
O contexto político e econômico também ajuda a explicar o movimento. O governo Lula enfrenta desgaste crescente em áreas sensíveis como política fiscal, aumento da carga tributária, insegurança jurídica e dificuldades em apresentar resultados concretos na economia. Esse ambiente tem influenciado a percepção do eleitorado, que passa a demonstrar maior abertura a alternativas ao atual projeto de poder.
Posição
A virada numérica registrada pela pesquisa indica que o cenário de 2026 começa a se tornar menos previsível para o Planalto. O desempenho de Flávio Bolsonaro sugere que o capital político associado ao bolsonarismo permanece relevante e capaz de se reorganizar quando há definição estratégica.
Mais do que um efeito momentâneo, o levantamento expõe um sinal de alerta para o governo: parte significativa do eleitorado demonstra insatisfação com os rumos do país e passa a enxergar na oposição uma possibilidade real de mudança. A associação de Flávio Bolsonaro a uma agenda de críticas ao excesso de Estado, à política econômica atual e à fragilidade da segurança pública encontra ressonância em um ambiente de frustração social.
Embora ainda distante do período eleitoral, o resultado reforça que o lulismo já não desfruta da mesma margem de conforto observada no início do mandato. A disputa presidencial de 2026 tende a ser mais competitiva, com um eleitorado atento e menos disposto a conceder vantagem automática ao governo.
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