
Ministro da Fazenda abre mão de candidatura e passa a focar em livro e na campanha de reeleição de Lula.
Análise do Tema
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu não disputar nem o Senado nem o governo do Estado de São Paulo nas eleições de 2026, alterando de forma significativa o cenário político paulista. A decisão representa uma reviravolta em relação às expectativas iniciais, que apontavam sua saída do governo para concorrer a um cargo eletivo no próximo pleito.
Segundo fontes próximas ao ministro, Haddad já teria comunicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua intenção de deixar o comando da Fazenda em fevereiro, conversa que teria contado com o aval do próprio presidente. A previsão anterior era de que o ministro se afastasse da pasta até o início de abril para se viabilizar eleitoralmente, o que agora não deve mais ocorrer.
Em diálogos reservados com aliados e amigos, Haddad afirmou que não pretende seguir o caminho eleitoral em 2026. Em vez disso, optou por iniciar uma nova fase, dedicando-se ao lançamento de um livro já finalizado e à coordenação da campanha de reeleição de Lula, papel estratégico dentro do núcleo político do Planalto.
A informação foi divulgada pela jornalista Ana Flor e confirma um reposicionamento do ministro, que após anos de atuação em cargos executivos e disputas eleitorais, escolhe atuar nos bastidores do projeto político petista.
Posição
A desistência de Haddad escancara as dificuldades do PT em construir nomes competitivos fora da figura de Lula e reforça a dependência do partido do atual presidente. Ao abrir mão de uma disputa em São Paulo, o ministro evita um teste eleitoral arriscado em um ambiente cada vez mais hostil ao governo federal.
Ao mesmo tempo, a decisão levanta questionamentos sobre a condução da política econômica. A possível saída antecipada da Fazenda, associada à dedicação a projetos pessoais e à campanha presidencial, alimenta a percepção de que o governo já opera em clima eleitoral, mesmo diante de desafios fiscais e econômicos ainda não resolvidos.
O movimento indica que, mais uma vez, o projeto político se sobrepõe à agenda de resultados, deixando o futuro da economia e da sucessão em São Paulo em aberto.
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