
Relatório médico é enviado ao STF e reacende debate sobre consequências do atentado sofrido em 2018.
Análise do Tema
A perícia médica da Polícia Federal recomendou, nesta sexta-feira (19), a realização de cirurgia no ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi elaborado após avaliação clínica e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em cumprimento a determinação judicial.
Segundo informações divulgadas por familiares, Bolsonaro vem enfrentando episódios recorrentes de soluços e mal-estar, o que motivou a análise médica mais detalhada. Nas redes sociais, filhos do ex-presidente compartilharam vídeos recentes nos quais ele aparenta fragilidade física, reacendendo preocupações sobre seu estado de saúde.
O quadro atual é associado, por aliados, às sequelas do atentado sofrido em 2018, quando Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha eleitoral por um ex-militante do PSOL. Desde então, o ex-presidente passou por múltiplos procedimentos cirúrgicos e segue sob acompanhamento médico constante.
O envio do parecer ao STF reforça o caráter institucional do acompanhamento do caso, diante do fato de Bolsonaro estar sob medidas determinadas pela Corte. A recomendação médica, no entanto, coloca em evidência a necessidade de separar questões de saúde de disputas políticas e jurídicas.
O episódio também reacende o debate sobre os impactos duradouros do atentado de 2018, um marco traumático da história política recente do país, cujas consequências seguem presentes anos depois, tanto no campo pessoal quanto no institucional.

