
Taxa de pobreza registra queda de 10,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024, segundo o Conselho Nacional de Coordenação de Políticas Sociais.
Análise do Tema
A pobreza na Argentina registrou uma importante queda no 3º trimestre de 2025, com a taxa atingindo 27,5%, segundo a projeção do Conselho Nacional de Coordenação de Políticas Sociais, órgão vinculado ao Ministério do Capital Humano. Esta redução representa uma diminuição de 10,8 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 38,3%. A informação é baseada nos dados do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina), que realiza a medição oficial da pobreza de forma semestral.
Embora o recuo na taxa de pobreza seja uma notícia positiva, é importante analisar o contexto econômico e político que envolve essa redução. A presidência de Javier Milei, que iniciou seu mandato em 10 de dezembro de 2023, tem implementado medidas econômicas com foco em redução de gastos públicos e corte de subsídios. A expectativa é que, com o tempo, essas medidas possam ajudar a controlar a inflação e melhorar a situação econômica, impactando diretamente os níveis de pobreza no país. Se a projeção se confirmar, o 3º trimestre de 2025 representará a menor taxa de pobreza desde o início do mandato do presidente de direita.
Posição
A redução da pobreza é sempre bem-vinda, especialmente em um contexto onde o país enfrenta desafios econômicos graves, como a inflação elevada e o desemprego. No entanto, é importante destacar que a diminuição da pobreza não é um fenômeno isolado, mas resultado de uma série de políticas públicas, muitas vezes acompanhadas de dificuldades no curto prazo. A redução de 10,8 pontos percentuais na taxa de pobreza pode ser vista como um reflexo das medidas de austeridade fiscal implementadas pelo governo de Javier Milei. A abordagem conservadora que enfatiza a redução do papel do Estado e a promoção do mercado livre parece ter, até agora, surtido efeito positivo nesse sentido.
Contudo, um aspecto fundamental a ser observado é a qualidade dessas melhorias. A redução da pobreza não significa necessariamente uma melhoria na qualidade de vida da população. Portanto, é crucial que as políticas do governo não apenas visem o alívio da pobreza, mas também promovam o crescimento sustentável e a geração de empregos de qualidade, sem negligenciar os setores mais vulneráveis da sociedade.
Conclusão
A diminuição da pobreza na Argentina é um sinal positivo para o governo de Javier Milei, mas também apresenta desafios. O recuo de 10,8 pontos percentuais em comparação com o ano anterior demonstra que as políticas econômicas estão gerando resultados, mas é necessário que as ações do governo se mantenham focadas em um desenvolvimento econômico inclusivo, que beneficie toda a população, especialmente os mais necessitados. O contexto econômico ainda é desafiador, e a estabilidade social dependerá de como o governo lidará com as questões estruturais do país no longo prazo.
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