
Levantamento revela crescimento explosivo de processos nas Cortes Superiores envolvendo a advogada Viviane Barci depois da chegada de Moraes ao Supremo.
Matéria exclusiva do portal ClicJa | Verificado 🔎 Google
O número de ações em que Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes, atuou no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça registrou um salto expressivo após a posse do magistrado nas Cortes Superiores. De acordo com levantamento recente, os processos passaram de 27 para 152, um aumento que chama atenção no meio jurídico e político.

Os dados indicam que cerca de 85% das ações patrocinadas por Viviane Barci tiveram início após Alexandre de Moraes assumir sua cadeira no Supremo Tribunal Federal. O crescimento acelerado levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesses e a necessidade de maior transparência na relação entre atividade profissional privada e o exercício de funções públicas de alto poder decisório.
Embora não haja, até o momento, decisão judicial que aponte irregularidade formal, especialistas ressaltam que a simples percepção de favorecimento institucional já é suficiente para comprometer a confiança da sociedade nas Cortes Superiores. Em sistemas democráticos maduros, a aparência de imparcialidade é tão relevante quanto a imparcialidade em si.
Procurados para comentar os números do levantamento, tanto Viviane Barci quanto o ministro Alexandre de Moraes não se manifestaram. O silêncio contribui para ampliar o debate público e reforça a cobrança por esclarecimentos objetivos, sobretudo em um contexto de crescente concentração de poder no Judiciário brasileiro.
A situação ocorre em meio a críticas recorrentes sobre a atuação expansiva do Supremo Tribunal Federal, que tem acumulado protagonismo político, ampliado sua influência sobre outros Poderes e se tornado alvo frequente de questionamentos quanto aos limites institucionais e ao respeito ao princípio da separação dos Poderes.
REFLITA E COMPARE
É razoável que ações em Cortes Superiores cresçam exponencialmente após a posse de um ministro?
A ausência de explicações públicas ajuda ou prejudica a credibilidade do STF?
Até que ponto a aparência de conflito de interesses compromete a confiança na Justiça?
CONCLUSÃO
A transparência não é um favor concedido pelas instituições, mas um dever permanente. Em um país onde o Judiciário exerce poder cada vez maior sobre a vida política, econômica e social, qualquer indício de proximidade excessiva entre interesses privados e decisões públicas precisa ser tratado com máxima clareza. O silêncio, nesse cenário, apenas alimenta a desconfiança e enfraquece a autoridade moral das Cortes.
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