
Atriz marcou gerações nos anos 1950, abandonou Hollywood e dedicou a vida à proteção animal.
Análise do Tema
A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91 anos, conforme confirmaram agências de notícias da França neste domingo. Considerada um dos maiores ícones do cinema europeu do pós-guerra, Bardot teve papel central na construção da imagem cultural da França ao longo do século XX.

Em outubro deste ano, a artista havia sido hospitalizada em Toulon, cidade próxima à sua residência em Saint-Tropez, para a realização de uma cirurgia. Após o procedimento, recebeu alta ainda no mesmo mês, retornando para casa, onde vivia de forma reservada há décadas.
Brigitte Bardot alcançou projeção internacional nos anos 1950, tornando-se símbolo de uma nova estética no cinema e influenciando moda, comportamento e linguagem artística. Filmes como E Deus Criou a Mulher ajudaram a consolidar sua imagem como referência cultural muito além das telas.
Nos anos 1970, no auge da fama, Bardot tomou uma decisão rara para padrões da indústria: abandonou definitivamente a carreira de atriz e se afastou da vida pública. Estabeleceu-se em Saint-Tropez, na Riviera Francesa, onde passou a viver longe dos holofotes.
A partir desse período, dedicou-se integralmente à defesa dos direitos dos animais, fundando a Fundação Brigitte Bardot, que se tornou referência internacional na proteção animal e no ativismo ambiental. Essa atuação passou a definir sua imagem pública nas décadas seguintes, substituindo a celebridade artística por uma militância constante.
A morte de Brigitte Bardot encerra um capítulo importante da história cultural francesa e europeia, marcando o fim de uma geração de artistas que influenciaram profundamente o cinema, a sociedade e o debate público ao longo do século passado.
Acompanhe, compartilhe e fique atento aos próximos desdobramentos.
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