
Presidente prometeu zerar espera por benefícios, mas números oficiais mostram colapso na gestão previdenciária.
Análise do Tema
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descumpriu mais uma promessa central de campanha ao permitir que a fila de espera por benefícios do INSS mais que dobrasse durante seu governo. Em 2022 e no discurso de posse, Lula afirmou que acabaria com a chamada “vergonhosa fila do INSS”, alegando experiência administrativa e avanços tecnológicos herdados de gestões anteriores.

Os dados oficiais, porém, mostram um cenário oposto. No início do atual mandato, a fila girava em torno de 1,2 milhão de requerimentos pendentes. Em dezembro de 2025, esse número já alcança aproximadamente 2,8 milhões de pedidos aguardando análise, um crescimento superior a 130%, configurando um dos piores quadros da história recente da Previdência Social.
O aumento expressivo da fila reflete falhas estruturais e decisões administrativas do próprio governo. Entre os fatores apontados estão a suspensão de bônus por produtividade aos servidores do INSS por falta de orçamento, greves prolongadas, redução de incentivos para análise de processos e a priorização de revisões e pente-finos com foco em contenção fiscal, em vez da concessão de novos benefícios.
Mudanças nas regras e exigências também tornaram mais lentos os processos, especialmente no Benefício de Prestação Continuada (BPC), afetando diretamente idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Medidas anunciadas como solução, incluindo mutirões, comitês de crise e anúncios pontuais de reforço operacional, não produziram impacto relevante na redução da fila.
O resultado é uma massa crescente de brasileiros — aposentados, pensionistas e cidadãos em situação de extrema necessidade — submetidos a meses, e em alguns casos anos, de espera, sem renda e sem respostas. A situação expõe o abismo entre a retórica eleitoral do governo Lula e a realidade enfrentada pela população que mais depende do Estado.
O avanço da fila do INSS se tornou um símbolo do fracasso administrativo da atual gestão, revelando desorganização, falta de prioridade e incapacidade de cumprir compromissos básicos assumidos publicamente. Para milhões de brasileiros, a promessa de eficiência virou frustração e abandono.
Acompanhe, compartilhe e fique atento aos próximos desdobramentos.

