
Deputado classifica regime venezuelano como base financeira e logística da esquerda latino-americana e prevê impacto direto sobre Lula e Petro.
Análise do Tema
O deputado federal Eduardo Bolsonaro reagiu publicamente à notícia da prisão de Nicolás Maduro, afirmando que o episódio representa um golpe estrutural contra o Foro de São Paulo, articulação política que reúne partidos e lideranças de esquerda da América Latina. Para o parlamentar, o regime venezuelano sempre funcionou como o principal eixo financeiro, logístico e simbólico da organização.

Segundo Eduardo Bolsonaro, a retirada de Maduro do cenário político desestabiliza toda a rede de influência construída ao longo de décadas pelo chavismo, afetando diretamente governos ideologicamente alinhados na região. Em sua avaliação, líderes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colombiano Gustavo Petro passam a enfrentar um ambiente de maior pressão política e desgaste internacional.
“O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis”, afirmou o deputado em publicação nas redes sociais, encerrando a mensagem com a frase “Viva a liberdade”.
O posicionamento reforça a leitura, comum entre setores conservadores, de que a Venezuela exerceu papel central no financiamento indireto, na articulação ideológica e no suporte político a movimentos de esquerda no continente. Para esses grupos, o chavismo deixou de ser apenas um projeto nacional e se tornou um vetor de influência regional.
A fala de Eduardo Bolsonaro também evidencia o impacto simbólico do episódio. A eventual custódia de Maduro vivo, e não sua queda por vias internas, enfraquece narrativas históricas utilizadas por aliados do regime e amplia questionamentos sobre a legitimidade de governos que mantiveram proximidade diplomática com Caracas.
O caso reacende o debate sobre o futuro do Foro de São Paulo e sobre o reposicionamento político da América Latina diante do enfraquecimento de regimes autoritários alinhados à esquerda radical. Independentemente dos desdobramentos jurídicos, a repercussão política já produz efeitos no discurso público e nas relações internacionais da região.
Acompanhe, compartilhe e fique atento aos próximos desdobramentos.

