
Ex-primeira-dama afirma que ação dos EUA envia recado direto a ditadores que se escondem sob o discurso democrático.
Análise do Tema
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, atual presidente do PL Mulher, declarou neste sábado (3) que a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela representa o “início do fim” do regime autoritário que domina o país há anos. A declaração foi feita após a ação que culminou na prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado internacionalmente de envolvimento com o narcotráfico e de liderar um regime marcado por repressão, fraude eleitoral e colapso institucional.

Segundo Michelle, a operação americana vai além de uma ação isolada e simboliza um alerta claro a regimes que tentam se legitimar internacionalmente enquanto protegem o crime organizado. Para ela, trata-se de um recado direto a “ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes”, numa crítica evidente ao modelo político que se espalhou por partes da América Latina nas últimas décadas.
A fala reforça a percepção de que a Venezuela se tornou um símbolo do fracasso de regimes autoritários travestidos de projetos populares, sustentados por repressão interna, controle das instituições e alianças com organizações criminosas transnacionais.
Posição Crítica
Michelle Bolsonaro destacou que a queda de Maduro pode representar uma virada histórica para a região, especialmente para países que ainda mantêm relações ambíguas com o regime venezuelano. Na avaliação de aliados políticos, a prisão do ditador expõe a fragilidade de um sistema que se sustentava mais pela força do que pela legitimidade popular.
A ex-primeira-dama também chamou atenção para o sofrimento prolongado do povo venezuelano, submetido a anos de miséria, escassez, censura e êxodo em massa. Para ela, o colapso do regime é consequência direta de escolhas políticas autoritárias e da instrumentalização do Estado para fins ideológicos e criminosos.
A declaração também ecoa críticas recorrentes a lideranças internacionais que relativizaram os abusos do chavismo em nome de alinhamentos políticos, fechando os olhos para violações sistemáticas de direitos e para a consolidação de um narcoestado.
Caminhos Possíveis
Michelle Bolsonaro afirmou esperar que o momento seja conduzido com responsabilidade e que resulte em uma transição pacífica e legítima de poder. Ela pediu orações para que o processo de reconstrução da Venezuela aconteça pelas mãos do próprio povo, livre de interferências autoritárias e de novos ciclos de violência.
Segundo sua visão, a reconstrução passa pela restauração das instituições, pela realização de eleições verdadeiramente livres e pelo rompimento definitivo entre o poder político e o crime organizado. A mudança, segundo aliados, só será duradoura se houver compromisso real com liberdade, soberania popular e responsabilidade institucional.
Conclusão
Ao classificar a prisão de Maduro como um marco histórico, Michelle Bolsonaro reforça a leitura de que regimes autoritários não são eternos e que alianças baseadas em repressão e crime acabam ruindo. A Venezuela, símbolo de um projeto político fracassado, pode estar diante de um novo capítulo — desta vez, escrito pelo seu povo e longe da tutela de ditadores.


