
Líder do governo alerta que Lula pode enfrentar um Congresso hostil e um Senado disposto a confrontar o STF.
Análise do Tema
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo Lula no Congresso, fez um raro gesto de sinceridade política ao admitir publicamente os riscos reais das eleições de 2026 para a esquerda. Segundo ele, a disputa não se resume à reeleição de Lula, mas envolve um objetivo estratégico da direita: conquistar maioria no Senado Federal.
A avaliação de Randolfe expõe um ponto sensível do atual governo. O Senado é a Casa responsável por aprovar ministros do Supremo Tribunal Federal e conduzir eventuais processos de impeachment contra integrantes da Corte. Uma virada conservadora nessa instância alteraria profundamente o equilíbrio de poder em Brasília e colocaria limites reais à atuação do STF e do Executivo.
O próprio líder governista reconhece que, sem uma mobilização específica para o Senado, Lula pode até vencer a Presidência, mas iniciar um eventual quarto mandato politicamente fragilizado, refém de um Congresso hostil e instável. Trata-se de um reconhecimento explícito de que o atual arranjo institucional, hoje confortável para o Planalto e para o Supremo, pode ruir nas urnas.
Posição
Na prática, o discurso de Randolfe confirma aquilo que a direita já vem dizendo há anos: o Senado é a chave para reequilibrar a República. É ali que se pode conter excessos do Judiciário, frear ativismo político togado e restaurar os limites constitucionais entre os Poderes.
O temor expresso pelo senador petista não é sobre “instabilidade democrática”, mas sobre a perda de um sistema de proteção mútua entre governo e Supremo. Um Senado independente, com maioria conservadora, significaria fiscalização real, questionamento de decisões monocráticas e o fim da blindagem automática a ministros.
Não por acaso, Randolfe também enfrenta dificuldades em seu próprio reduto. No Amapá, onde tentará a reeleição em 2026, pesquisas já apontam crescimento de adversários e enfraquecimento da base governista. O cenário local reflete um movimento nacional: desgaste da esquerda, cansaço do eleitor e avanço de pautas mais alinhadas à direita.
Soluções e Propostas
Do ponto de vista institucional, a estratégia da direita faz sentido e deve ser aprofundada. Focar no Senado é garantir equilíbrio, previsibilidade jurídica e respeito à Constituição. Não se trata de revanche política, mas de restaurar pesos e contrapesos que foram distorcidos nos últimos anos.
Para o eleitor conservador, a lição é clara: não basta votar para presidente. É no Senado que se decide o rumo do STF, o alcance do poder estatal e os limites da interferência judicial na política.
Conclusão
O alerta de Randolfe Rodrigues é, na verdade, uma confissão. A esquerda sabe que pode perder o controle do jogo institucional em 2026. E sabe que, sem um Senado alinhado, Lula não governa com a mesma facilidade.
O medo não é da democracia — é do contraditório. E isso, por si só, já diz muito sobre o momento político do Brasil.
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