
Memorando do Departamento de Estado indica revisão rigorosa e endurecimento contra países vistos como risco migratório e social.
Análise do Tema
Os Estados Unidos devem suspender temporariamente a concessão de vistos para cidadãos do Brasil e de outros 74 países a partir do dia 21 de janeiro, segundo informações obtidas pela Fox News junto a um memorando interno do Departamento de Estado enviado a funcionários consulares. A medida permanecerá em vigor até que as diretrizes atuais de concessão de vistos sejam revistas.

Além do Brasil, a lista inclui países como Rússia, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen. O documento aponta preocupação crescente com fluxos migratórios considerados problemáticos, especialmente de nações associadas a instabilidade política, fragilidade institucional ou alto risco de dependência de programas sociais norte-americanos.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggot, afirmou à Fox News que a decisão tem como objetivo barrar potenciais imigrantes que possam se tornar um “fardo para os Estados Unidos”, explorando o sistema de assistência social e benefícios públicos. A declaração reforça a mudança de postura do governo americano em relação à imigração, adotando critérios mais rígidos e seletivos.
Nos últimos dias, o próprio Departamento de Estado comemorou publicamente, em seu perfil oficial no X, a revogação de mais de 100 mil vistos considerados irregulares. Na publicação, o órgão deixou claro que continuará deportando criminosos para “manter a América segura”, evidenciando o foco na segurança interna e no controle migratório.
Para o Brasil, a possível suspensão dos vistos representa mais um sinal de desgaste da imagem internacional do país, especialmente em um momento de instabilidade econômica, crescimento do assistencialismo estatal e perda de credibilidade institucional sob o governo Lula. O país, que historicamente manteve relações privilegiadas com os EUA, passa agora a figurar em uma lista sensível ao lado de regimes autoritários e nações em crise.
Especialistas apontam que, caso confirmada, a medida afetará turistas, estudantes, empresários e profissionais brasileiros, além de impactar negativamente relações diplomáticas e comerciais. O episódio também levanta questionamentos sobre o rumo da política externa brasileira e o isolamento progressivo do país em relação às principais potências ocidentais.

