
Presidente enfrenta desgaste fora do Nordeste e dificuldades nos maiores colégios eleitorais do país.
Análise do Tema
Apesar de ocupar o Palácio do Planalto, o governo Lula enfrenta um cenário político bem mais frágil do que aparenta. Movimentos recentes, discursos cada vez mais agressivos e decisões apressadas têm sido interpretados por analistas como sinais de desespero diante de uma possível derrota eleitoral em 2026.
Os números ajudam a explicar essa tensão. Os dados mais recentes revelam dificuldades claras justamente nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo e Minas Gerais, que juntos concentram cerca de um terço de todo o eleitorado nacional. Em ambos, Lula teve desempenho fraco em 2022 — em São Paulo foi derrotado, e em Minas venceu por margem apertada. Além disso, o PT perdeu os governos estaduais, ficando sem palanques estratégicos.
Pesquisas de intenção de voto indicam que, mesmo quando lidera cenários de segundo turno, Lula não consegue abrir vantagem confortável contra nomes ligados à direita ou ao bolsonarismo. O crescimento de votos brancos, nulos e indecisos reforça um desgaste silencioso, especialmente fora do Nordeste — região que foi decisiva para sua vitória.
Esse quadro expõe um governo cada vez mais dependente de alianças frágeis, de apoio institucional e de narrativas de confronto, em vez de respaldo popular sólido. A rejeição persistente, somada à dificuldade de articulação local, aponta para um risco real para quem pretende se manter no poder.
O cenário de 2026 começa a se desenhar não como uma reeleição tranquila, mas como uma disputa aberta — e potencialmente desfavorável — para um presidente que já demonstra sinais de insegurança política.
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