
Rombo de US$ 68,8 bilhões em 2025 revela desequilíbrio nas contas externas e perda de competitividade internacional.
Análise do Tema
O Brasil encerrou 2025 com o maior déficit nas contas externas dos últimos 11 anos, atingindo US$ 68,8 bilhões, segundo dados oficiais do Banco Central. O resultado escancara um desequilíbrio persistente nas relações econômicas do país com o resto do mundo e reforça a percepção de fragilidade estrutural da economia nacional.
O déficit em transações correntes mede a diferença entre tudo o que o país recebe e paga ao exterior, incluindo comércio de bens, serviços, gastos de brasileiros fora do país, remessas de lucros e pagamento de juros. Quando esse saldo fica negativo em níveis elevados, o sinal é claro: o país está gastando mais do que consegue gerar internacionalmente.
O último resultado pior havia sido registrado em 2014, também sob governo do PT, quando o rombo chegou a US$ 110,5 bilhões. A repetição do problema, agora em um novo mandato de Lula, reforça a crítica de que o modelo econômico adotado pela esquerda não corrige desequilíbrios históricos, apenas os adia com mais endividamento e perda de credibilidade.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão:
- aumento das remessas de lucros e dividendos ao exterior;
- crescimento dos gastos de brasileiros fora do país;
- perda de competitividade das exportações;
- dependência crescente de capital externo para fechar as contas.
Na prática, o déficit elevado torna o Brasil mais vulnerável a choques internacionais, pressiona o câmbio, encarece o dólar e impacta diretamente a inflação, os juros e o custo de vida da população. Quanto maior o rombo externo, maior a necessidade de atrair dólares por meio de investimentos financeiros — muitas vezes especulativos — ou de endividamento.
Especialistas alertam que o problema não é pontual, mas estrutural. A ausência de uma agenda clara de reformas, o avanço do gasto público, a insegurança jurídica e uma política externa ideologizada reduzem a atratividade do país como plataforma produtiva e exportadora.
O dado também contrasta com o discurso oficial do governo, que insiste em narrativas de crescimento e “respeito internacional”, enquanto os números mostram um Brasil menos competitivo, mais dependente e financeiramente desequilibrado.
O déficit externo de 2025 funciona como um alerta vermelho: sem responsabilidade fiscal, abertura econômica e estímulo real à produção, o país segue repetindo erros do passado — com consequências cada vez mais caras para o futuro.

