
Levantamento Meio/Ideia mostra desaprovação superior à aprovação e indica desgaste do governo junto à opinião pública.
A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta semana, revela que 51,4% dos eleitores desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 46,6% aprovam. O resultado indica que a avaliação negativa supera a positiva, ainda que dentro de um cenário relativamente equilibrado.
Esse dado importa porque avaliação de governo é termômetro político. Mais do que intenções de voto, ela reflete como o cidadão percebe a condução do país no dia a dia. Quando a desaprovação passa da metade, o sinal é claro: há insatisfação acumulada que não está sendo neutralizada pela comunicação oficial nem pela exposição institucional do cargo.
Na análise objetiva, o levantamento foi realizado com 1.500 entrevistas por telefone, entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Mesmo considerando essa variação, o quadro aponta para um governo que não consegue consolidar maioria de apoio, algo relevante para um presidente em exercício no meio do mandato.
O impacto no cidadão aparece na percepção de resultados. Desaprovação costuma estar associada a fatores concretos como custo de vida, insegurança econômica, serviços públicos e falta de confiança no rumo do país. Não é um julgamento ideológico isolado, mas uma avaliação prática sobre o que melhorou — ou não — na vida das pessoas.
O fechamento é provocativo e racional: governos podem discordar das pesquisas, mas não podem ignorá-las. Quando a maioria desaprova, o problema não é o instituto, é a realidade percebida pelo eleitor. A questão que se impõe é simples: o Planalto vai ajustar a rota com políticas eficazes ou insistir na narrativa esperando que os números mudem sozinhos?

