
Levantamento indica avanço consistente do senador, mesmo com o presidente no cargo e alta exposição institucional.
A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta sexta-feira e registrada no Tribunal Superior Eleitoral, aponta que Flávio Bolsonaro segue em trajetória de crescimento. Em um cenário de eventual segundo turno, o senador alcança 41,1% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 45,8%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Esse resultado importa porque rompe uma lógica comum na política brasileira: a vantagem natural de quem ocupa a Presidência da República. Mesmo com ampla exposição institucional, agenda diária e controle da máquina pública, Lula vê um adversário crescer de forma consistente, reduzindo a distância em um cenário direto.
Na análise objetiva dos dados, o avanço de Flávio Bolsonaro é claro. Na rodada anterior da mesma pesquisa, ele registrava 36%, o que significa uma alta relevante em pouco tempo. O crescimento ocorre apesar de um ambiente institucional favorável ao atual governo, o que sugere que o movimento não é episódico, mas resultado de consolidação eleitoral.
O impacto no cidadão está na leitura política mais ampla. O crescimento de Flávio Bolsonaro não se explica apenas pelo sobrenome ou por uma disputa individual. Ele passa a simbolizar uma direita com base social, identidade clara e presença nacional, capaz de competir mesmo em condições adversas. Para o eleitor, isso amplia o leque de alternativas e reforça a percepção de que o debate político não está encerrado.
O fechamento é provocativo e racional: quando um candidato cresce enfrentando a força do incumbente, o recado é claro. Há um eleitorado mobilizado, insatisfeito e disposto a disputar o futuro do país. A eleição deixa de ser previsível e passa a ser competitiva — e governos que ignoram esse sinal costumam pagar o preço nas urnas.
Fonte: UOL Notícias.

