
Levantamento indica virada no humor do eleitorado e enfraquecimento da liderança petista no cenário eleitoral.
Análise do Tema
A mais recente pesquisa Futura/Apex sobre as eleições presidenciais de 2026 revela uma mudança significativa no cenário político brasileiro. Segundo o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto nas simulações de primeiro turno quanto de segundo turno, sinalizando um desgaste consistente da imagem do atual governo.

No primeiro turno, Flávio já se mostra competitivo e supera Lula dentro do cenário apresentado pela pesquisa. O dado chama atenção por ocorrer poucos meses após o senador se posicionar publicamente como pré-candidato, demonstrando crescimento rápido e capilaridade eleitoral mesmo antes do início oficial da campanha.
No segundo turno, a vantagem de Flávio Bolsonaro se amplia. A simulação aponta uma preferência maior do eleitorado por mudança de rumo, refletindo insatisfação com os resultados do terceiro mandato de Lula, marcado por promessas não cumpridas, dificuldades econômicas e perda de credibilidade institucional.
O resultado reforça um recado claro das urnas: uma parcela expressiva da população busca renovação, com foco em responsabilidade fiscal, segurança jurídica, valores conservadores e previsibilidade econômica. A pesquisa também dialoga com outros levantamentos recentes que mostram aumento da desaprovação ao governo petista e crescimento da oposição, inclusive entre eleitores que votaram em Lula em 2022.
Embora os números estejam dentro da margem de erro, a tendência apontada não pode ser ignorada. Lula venceu a última eleição por menos de 1% dos votos e, desde então, não construiu “gordura política” suficiente para absorver o desgaste de uma gestão marcada por juros altos, aumento do custo de vida, cortes em áreas sensíveis e frustração social.

A ascensão de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de fadiga do eleitor com narrativas e maior valorização de resultados concretos. Para aliados do campo conservador, os dados confirmam que a perseguição política e o cerco institucional à direita produziram o efeito inverso: ampliaram o engajamento e a adesão popular ao projeto oposicionista.
A eleição de 2026 ainda está distante, mas a pesquisa Futura/Apex indica que o cenário já começou a se mover. E, ao que tudo indica, o governo Lula entra na disputa em posição defensiva, enquanto a oposição avança ocupando o espaço do descontentamento popular.

