
Endividamento público cresce no governo Lula, soma R$ 10 trilhões e reacende alerta sobre responsabilidade fiscal no Brasil.
A dívida bruta do governo geral brasileiro chegou a 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o equivalente a R$ 10 trilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central. O número representa uma piora significativa em relação ao fim de 2024, quando o indicador estava em 76,3% do PIB, mostrando que o endividamento segue em trajetória ascendente.
Esse dado importa porque a dívida pública não é apenas um número contábil. Ela influencia diretamente juros, inflação, investimentos, crescimento econômico e o custo de vida da população. Quanto maior a dívida e menor a confiança do mercado na capacidade de pagamento do governo, maior tende a ser o preço cobrado para financiar o Estado.

Na análise objetiva dos números, o avanço é ainda mais expressivo quando se observa o período recente. Durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida bruta em proporção ao PIB aumentou cerca de 7 pontos percentuais. Em valores nominais, o endividamento cresceu R$ 2,79 trilhões no mandato, um salto que levanta questionamentos sobre a condução da política fiscal e a eficácia do novo arcabouço apresentado como solução para o equilíbrio das contas públicas.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) engloba o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais. Ou seja, trata-se de um retrato amplo da saúde fiscal do setor público como um todo. Quando esse indicador sobe de forma consistente, o sinal para investidores e agentes econômicos é claro: o risco fiscal está aumentando.
O impacto disso no cidadão é direto, embora muitas vezes pouco percebido no curto prazo. Dívida mais alta tende a pressionar os juros, encarecendo crédito, financiamento imobiliário e empréstimos. Também limita a capacidade do governo de investir em áreas essenciais, já que uma fatia crescente do orçamento passa a ser destinada ao pagamento de juros. No fim da linha, quem paga a conta é o contribuinte, seja por meio de impostos mais altos, serviços piores ou crescimento econômico mais fraco.
O fechamento desse cenário é inevitavelmente provocativo: até que ponto o país consegue sustentar uma trajetória de aumento da dívida sem comprometer estabilidade, crescimento e renda da população? A discussão já não é ideológica, mas matemática — e ignorar os sinais costuma custar caro.

