
Levantamento indica vantagem acima da margem de erro e reforça crescimento da direita na disputa presidencial de 2026.
A pesquisa Futura/Apex, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03024/2026, aponta um cenário favorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No segundo turno direto, Flávio aparece com 48,1% das intenções de voto, contra 41,9% de Lula, uma diferença de 6,2 pontos percentuais, superior à margem de erro do levantamento, que é de 2,2 pontos percentuais.
Esse resultado importa porque rompe uma barreira simbólica e estatística. Diferentemente de empates técnicos, a vantagem registrada pela Futura/Apex sugere que o desgaste do governo Lula já se converteu em alternativa eleitoral competitiva, e não apenas em rejeição difusa.
Na análise objetiva dos dados, a pesquisa foi realizada entre 15 e 19 de janeiro, com 2.000 eleitores entrevistados por telefone em 849 municípios, e possui nível de confiança de 95%. Em simulações de primeiro turno, Flávio Bolsonaro lidera em três dos seis cenários testados, chegando a 43,8%, contra 38,7% de Lula, no quadro mais favorável ao senador. O desempenho consistente indica capilaridade nacional, algo essencial em eleições presidenciais.
O impacto no cidadão está na leitura do momento político. O crescimento de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de polarização consolidada, com apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que reforça a mobilização da base conservadora. Ao mesmo tempo, os números mostram que a eleição segue aberta, com percentuais relevantes de brancos, nulos e indecisos, revelando espaço para disputa narrativa e propostas concretas.
O fechamento é provocativo e racional: quando um candidato da oposição lidera fora da margem de erro contra um presidente no cargo, o sinal político é inequívoco. Ainda que outras pesquisas, como a Meio/Ideia, indiquem empate técnico, a volatilidade do cenário a oito meses da votação mostra que 2026 não será eleição protocolar. Será competitiva, disputada e imprevisível — e governos que subestimam esse movimento costumam acordar tarde demais.
Repercussão: CNN Brasil, Exame, Poder360, Revista Oeste.

