
País cai para 107º lugar no ranking da Transparência Internacional e fica abaixo da média mundial.
O Brasil registrou em 2025 sua pior colocação histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional. Com apenas 35 pontos, o país ficou na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, empatado com o Sri Lanka e abaixo da média global, que é de 42 pontos.
Esse dado importa porque o IPC é um dos principais indicadores internacionais de confiança institucional. Ele influencia investimentos, acordos internacionais e a percepção externa sobre a solidez democrática de um país. Cair para o pior patamar da série histórica significa sinalizar ao mundo um ambiente de baixa previsibilidade, fragilidade institucional e alto risco político.
O relatório aponta retrocessos no sistema de Justiça e cita o caso Master, envolvendo suspeitas de fraudes bancárias e relações com autoridades, como exemplo de falhas estruturais no combate à corrupção. Mesmo reconhecendo como positiva a rejeição da chamada PEC da Blindagem, o estudo conclui que o Brasil segue estagnado e distante dos países mais bem avaliados, como a Dinamarca, que lidera o ranking com 89 pontos.
A Controladoria-Geral da União contestou os resultados, alegando que o aumento de investigações e da transparência não indica mais corrupção, mas maior capacidade de combate a irregularidades. O argumento, porém, não convence os analistas internacionais, especialmente porque, desde 2012, o Brasil não conseguiu sequer retornar à sua melhor pontuação histórica, de 43 pontos.
O impacto no cidadão é concreto: países mal avaliados em corrupção tendem a atrair menos investimentos, gerar menos empregos e pagar mais caro por crédito e financiamento. No fim da cadeia, quem paga a conta é a população, com serviços públicos piores e crescimento econômico limitado.
O fechamento é direto: quando rankings internacionais apontam retrocesso consistente, negar o problema não resolve. Combater a corrupção exige mais do que discursos e notas oficiais — exige independência institucional, transparência real e disposição política para enfrentar interesses instalados. Enquanto isso não acontece, o Brasil segue perdendo credibilidade.
AGENDA EMPREENDEDORA | EXPO EMPREENDEDOR 2026
A Expo Empreendedor 2026 acontece nos dias 24 e 25 de julho e deve reunir cerca de 60 mil participantes, com mega palco, mais de 100 palestras, 750 marcas expositoras e expectativa de R$ 300 milhões em negócios gerados. Um dos maiores eventos do país voltados a networking, inovação e oportunidades para quem empreende ou quer crescer no mercado.
Na minha opinião, enquanto o Estado perde confiança, eventos como esse mostram que o setor produtivo segue buscando caminhos próprios para gerar riqueza e desenvolvimento.

