
Assessor especial da Presidência afirma que Brasil deve se preparar para possível agravamento da crise no Oriente Médio.
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista à GloboNews, que o Brasil precisa estar atento a um eventual agravamento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Segundo Amorim, a morte de um líder em exercício é um ato “condenável e inaceitável” e pode provocar uma escalada regional, especialmente considerando o histórico de influência do Irã sobre grupos armados em diferentes países do Oriente Médio.
Impacto diplomático
Amorim informou que ainda discutirá o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro também avalia possíveis reflexos da crise sobre um encontro previsto entre Lula e o presidente Donald Trump, em Washington, em meados de março.
Posição oficial
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) já se manifestou expressando preocupação com a intensificação das ações militares na região. A chancelaria classificou o cenário como uma grave ameaça à paz internacional e defendeu a interrupção das operações no Golfo.
Leitura política
Osmildo, esse é um daqueles momentos em que diplomacia pesa mais que discurso. O Brasil tradicionalmente busca posição de equilíbrio em conflitos internacionais, defendendo diálogo e cessar-fogo. Porém, quando envolve Estados Unidos e aliados estratégicos, qualquer palavra precisa ser cuidadosamente calibrada.
Minha opinião: o governo brasileiro tende a manter uma postura de moderação e defesa do multilateralismo. Mas se a crise escalar de fato, o impacto pode ir além da diplomacia — afetando economia, petróleo e relações comerciais.
Conclusão
O cenário ainda é de incerteza, mas o alerta já está dado. A evolução do conflito pode redefinir agendas diplomáticas e influenciar diretamente o posicionamento do Brasil no tabuleiro internacional.

