
Diretório Nacional do partido rejeita aliança proposta por grupo ligado a Guilherme Boulos e mantém federação com a Rede Sustentabilidade.
O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade decidiu neste sábado não ingressar na federação partidária formada por Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde. A decisão foi tomada durante reunião interna da legenda e revelou divergências entre diferentes correntes do partido.
A proposta de integração à federação era defendida principalmente pelo grupo político ligado ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Correntes internas divergiram
A discussão expôs uma divisão entre as principais correntes internas do PSOL.
De um lado estava o grupo Revolução Solidária, ligado a Boulos e à deputada federal Erika Hilton, que defendia a aliança com os partidos da base governista.
Do outro lado ficaram correntes como Primavera Socialista e Movimento Esquerda Socialista, que se posicionaram contra a entrada do partido na federação com PT, PCdoB e PV.
Manutenção da federação atual
Na mesma reunião, o diretório nacional decidiu renovar a federação partidária já existente com a Rede Sustentabilidade.
Esse arranjo eleitoral permite que os partidos atuem de forma conjunta em eleições e no funcionamento parlamentar, compartilhando regras de atuação por um período mínimo determinado pela legislação eleitoral.
Apoio a Lula em 2026
Apesar da divergência sobre a federação partidária, o partido aprovou por unanimidade o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais.
A decisão indica que, mesmo mantendo autonomia organizacional, o PSOL deve permanecer alinhado politicamente ao atual governo na disputa eleitoral de 2026.

