
Nova pesquisa AtlasIntel mostra desgaste crescente em grupos decisivos e reforça o enfraquecimento político do presidente fora do Nordeste.
Matéria exclusiva do portal ClicJa | Verificado ⓖ
A mais recente pesquisa AtlasIntel acendeu um sinal de alerta severo para o Palácio do Planalto. O levantamento mostra que a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o pior nível em cerca de dez meses, com avanço expressivo justamente em segmentos eleitorais estratégicos para qualquer projeto de reeleição ou manutenção de poder em 2026.
O dado mais impactante aparece entre os eleitores evangélicos. Segundo a pesquisa, a rejeição ao presidente chegou a 85,5%, um salto expressivo em relação aos 74,2% registrados no mês anterior. Trata-se de um dos grupos mais organizados, mobilizados e politicamente influentes do país, o que transforma esse índice em um problema muito maior do que apenas estatístico. É um entrave eleitoral real. (cnnbrasil.com.br, cnnbrasil.com.br)
Entre os católicos, Lula ainda preserva desempenho mais favorável, mas essa vantagem já não é suficiente para compensar a deterioração em outros segmentos. E o problema se agrava quando se observa o comportamento por faixa etária. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a desaprovação disparou de 58,6% para 72,7%, mostrando que o presidente também perde força em uma faixa tradicionalmente disputada por narrativa, engajamento digital e influência cultural.
Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o cenário também piorou. A desaprovação subiu de 39,2% para 50,8%, rompendo uma barreira simbólica importante em um grupo que costuma valorizar estabilidade, previsibilidade e segurança institucional. Quando até esse eleitor mais cauteloso começa a migrar para a insatisfação, o governo passa a enfrentar desgaste em praticamente todas as pontas do eleitorado.
No recorte regional, a situação confirma a concentração de resistência ao governo fora do Nordeste. O presidente enfrenta os maiores índices de desaprovação no Centro-Oeste, com 65,9%, no Norte, com 63,9%, e no Sul, com 60,2%. O Nordeste continua sendo o principal colchão político de Lula e a única região onde a aprovação ainda supera a rejeição, com 55,6% contra 43,9%. Ainda assim, o quadro geral mostra um presidente cada vez mais dependente de uma base regional específica para sustentar seu capital político.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 5.028 brasileiros entre os dias 18 e 23 de março de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-04227/2026.
Minha análise
Osmildo, aqui tem um ponto político fortíssimo: não é só a desaprovação geral que importa — é onde ela está crescendo. E quando ela dispara entre evangélicos, jovens e ainda avança entre idosos, isso mostra um desgaste transversal, não uma rejeição localizada.
Em outras palavras: Lula ainda tem base, mas está ficando cada vez mais cercado. E campanha presidencial não se perde apenas quando você desaba no total. Ela começa a se perder quando os grupos que moldam opinião, cultura, voto orgânico e mobilização começam a escapar das suas mãos.
REFLITA E COMPARE
A rejeição entre evangélicos já se tornou o maior obstáculo eleitoral de Lula?
A perda de apoio entre jovens indica falha de comunicação ou frustração real com o governo?
O Nordeste continuará sendo suficiente para sustentar Lula politicamente em 2026?
Quando a desaprovação cresce ao mesmo tempo em segmentos religiosos, etários e regionais, o problema deixa de ser episódico. Ele passa a ser estrutural e eleitoral.
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FAQ
O que mostrou a pesquisa AtlasIntel?
Que a desaprovação de Lula atingiu o pior nível em cerca de dez meses e avançou em grupos estratégicos do eleitorado.
Qual foi o dado mais impactante?
A rejeição entre evangélicos, que chegou a 85,5%.
Os jovens também aparecem com piora?
Sim. Entre brasileiros de 16 a 24 anos, a desaprovação subiu de 58,6% para 72,7%.
Qual região ainda sustenta Lula?
O Nordeste segue como a única região onde a aprovação ainda supera a rejeição.
Quando a pesquisa foi realizada?
Entre os dias 18 e 23 de março de 2026.

