Casagrande Dispara Contra Neymar Após Eliminação da Seleção: "Referência Negativa para a Juventude"
Em participação no "Posse de Bola", do UOL, o comentarista voltou a criticar o camisa 10, disse que ele "não é ídolo de nada" e citou Bolsonaro ao falar de decisões do jogador; declarações racharam a torcida nas redes.
O ex-jogador e comentarista Walter Casagrande voltou a fazer duras críticas a Neymar após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Durante participação no programa Posse de Bola, do UOL, Casagrande afirmou que o camisa 10 é uma "referência negativa" para a juventude e questionou novamente comportamentos do atleta dentro e fora de campo. Para o comentarista, Neymar "não é ídolo de nada" e as referências que passa aos jovens seriam "as piores possíveis". Casagrande também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao mencionar episódios envolvendo o jogador. As declarações repercutiram intensamente nas redes e dividiram opiniões: parte da torcida concordou, outra parte defendeu Neymar lembrando sua trajetória com a camisa amarela.
Atualizado em 6 min de leitura

Não foi a primeira vez, e provavelmente não será a última. Walter Casagrande, ex-jogador e um dos comentaristas esportivos mais influentes do país, voltou a atacar Neymar em participação no programa "Posse de Bola", do UOL. Desta vez, o ataque veio no rescaldo da eliminação da [Seleção Brasileira na Copa do](/artigo/neymar-lesao-grau-2-risco-corte-copa-2026) Mundo — momento em que críticas ao camisa 10 encontram terreno mais fértil na opinião pública.
Casagrande foi direto: para ele, Neymar é uma "referência negativa" para a juventude brasileira. Segundo o comentarista, o jogador "não é ídolo de nada" e as referências que transmite aos jovens seriam "as piores possíveis". Também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao lembrar episódios da vida pública e das decisões pessoais de Neymar.
A crítica em contexto
Casagrande é reconhecido pela postura combativa e pela recusa a moderar opiniões quando o assunto envolve conduta pública de atletas. Suas críticas a Neymar são recorrentes há anos, e envolvem temas que vão do comportamento em campo — teatralização, cera, discussões com árbitros — até episódios extracampo, com destaque para escolhas políticas do jogador e sua exposição pessoal em redes sociais e programas de televisão.
A conexão com o nome de Bolsonaro não é gratuita: durante o ciclo eleitoral, Neymar declarou apoio público ao então presidente, e Casagrande, historicamente contrário a esse alinhamento, usa o episódio como elemento para embasar suas críticas de referência pública.
"Neymar não é ídolo de nada" — Walter Casagrande, no "Posse de Bola" (UOL).
Torcida racha nas redes
As declarações rapidamente viraram trending nas redes sociais. De um lado, parte da torcida concordou com Casagrande — apontando desempenho aquém em Copas do Mundo, escolhas de carreira controversas e episódios recentes envolvendo festas, exposição midiática e reveses judiciais.
Do outro, uma base fiel do camisa 10 defendeu o jogador citando gols pela Seleção, participação decisiva em Copa América e Olimpíada, e a longevidade em alto nível no futebol europeu e agora no Al-Hilal (Arábia Saudita) e Santos. Muitos ainda argumentaram que Casagrande mantém uma "cruzada pessoal" contra Neymar há anos, o que reduziria a credibilidade da crítica pontual.
O futuro de Neymar na Seleção
O debate sobre a figura pública do jogador ocorre em paralelo a uma discussão técnica: qual será o futuro de Neymar na Seleção Brasileira após a eliminação na Copa do Mundo? Apesar da idade, das lesões recorrentes e das críticas, dirigentes do futebol brasileiro e veículos esportivos indicam que o atacante ainda pode permanecer no grupo — e, se a preparação física acompanhar, disputar a próxima Copa do Mundo.
A decisão dependerá menos do debate público e mais de três variáveis concretas: forma física ao longo do próximo ciclo, escolha do treinador que assumirá a Seleção e desempenho em partidas oficiais na retomada.
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Por que a discussão vai além do campo
A briga simbólica entre Casagrande e Neymar transcende esporte. De um lado, um ex-atleta que fez da abertura sobre suas próprias vulnerabilidades — como o histórico de dependência química — uma marca pública. Do outro, um jogador que se tornou um dos maiores fenômenos midiáticos brasileiros das últimas duas décadas, com projeção global.
Ao chamar Neymar de "referência negativa", Casagrande não discute só técnica de futebol. Discute o tipo de imagem que o Brasil exporta pelo seu maior atleta popular contemporâneo — e é aí que o debate se torna sociológico, e não apenas esportivo.
FAQ
Onde Casagrande fez as declarações? No programa "Posse de Bola", do UOL.
O que ele disse exatamente? Chamou Neymar de "referência negativa" para a juventude e afirmou que ele "não é ídolo de nada".
Por que ele citou Bolsonaro? Como parte da crítica sobre escolhas públicas do jogador ao longo dos últimos anos.
A crítica é isolada? Não. Casagrande mantém uma linha crítica em relação a Neymar há anos.
Neymar pode continuar na Seleção? Dirigentes e veículos esportivos indicam que sim, a depender de forma física e do próximo treinador.
Cobertura Clicja
A redação de Esportes do Clicja seguirá acompanhando o debate sobre Neymar, a Seleção pós-Copa e o próximo ciclo de convocações. Comente aqui embaixo: você concorda com Casagrande?

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