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Política

Lula simula “erro” na taxação das blusinhas e joga a conta em Haddad, fortalecendo Tarcísio para 2026

Em entrevista no Sem Censura, presidente atribui medida ao ex-ministro e a lojistas de SP e RJ, enquanto Planalto recua às pressas da alíquota federal

Em meio à rejeição popular, Lula tenta se descolar da taxação que pegou em cheio as classes populares — e expõe Haddad como “pai do imposto” às vésperas do duelo paulista contra Tarcísio.

M

Marcos Andrade, de Brasília

há 18 minutos · 5 min de leitura

AO VIVO257 pessoas estão lendo agora
Lula simula “erro” na taxação das blusinhas e joga a conta em Haddad, fortalecendo Tarcísio para 2026
Foto: Reprodução/TV Brasil

Acuado por uma rejeição popular que não cede nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, se descolar da chamada “taxa das blusinhas” — a tributação federal sobre compras internacionais de até US$ 50 que se transformou em pesadelo político para o Planalto.

O movimento foi cirúrgico: ao narrar a história, Lula atribuiu a paternidade da medida ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e a pressões de lojistas de São Paulo e Rio de Janeiro, interessados em proteger o varejo nacional do avanço de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

O “causo” da Janja e o recado político

Para dar peso à narrativa, o presidente recorreu a um relato pessoal envolvendo a primeira-dama Janja, usado para ilustrar o descontentamento que chegou até à porta do Palácio. O episódio funcionou como um aceno ao consumidor médio — exatamente aquele que sente o impacto direto da alíquota de 20% federal, somada ao ICMS estadual que varia entre 17% e 20%.

No final, o petista admitiu que a medida foi implementada pelo próprio governo, mesmo diante do impacto evidente no orçamento das famílias de menor renda, hoje dependentes do comércio eletrônico internacional para vestir, calçar e consumir tecnologia básica.

O recuo às vésperas das urnas

Com a eleição de 2026 no horizonte, o Planalto agora trabalha para zerar a alíquota federal — uma reviravolta que expõe a incoerência da gestão. O movimento, longe de ser técnico, é puramente eleitoral: tentar reduzir o desgaste antes que ele se transforme em voto contra.

O efeito colateral, contudo, é devastador para Haddad. Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro passa a carregar publicamente a alcunha de “pai do imposto”, exatamente no estado mais resistente ao PT e onde o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tende a se beneficiar diretamente da narrativa.

Quando o presidente tira o próprio governo da fotografia para preservar a si mesmo, sobra para o ministro a conta — e a campanha.

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Análise crítica

O episódio escancara um padrão recorrente do petismo: a política impopular tem autor identificável, a política popular tem assinatura presidencial. Ao terceirizar a responsabilidade pela “taxa das blusinhas”, Lula tenta blindar o capital político da própria reeleição, mas sacrifica, no caminho, um dos principais quadros do partido para 2026.

Para analistas, a manobra é arriscada. O eleitor médio, principalmente nas periferias urbanas, associa a taxa ao governo como um todo — não ao titular da Fazenda. Há, portanto, risco real de o efeito boomerang atingir também o Planalto.

Para refletir

Quando um presidente terceiriza a autoria de uma medida que ele próprio sancionou, o que isso revela sobre a coesão e a coragem política da gestão?

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FAQ

Quem criou a “taxa das blusinhas”? A medida foi formalizada pelo governo Lula, sob articulação do então ministro Fernando Haddad.

Qual é a alíquota total cobrada? 20% federais somados a ICMS estadual de 17% a 20%, dependendo do estado.

Por que o governo recua agora? Pressão eleitoral e queda de aprovação às vésperas do ciclo de 2026.

Quem se beneficia politicamente do recuo? Tarcísio de Freitas em São Paulo, com Haddad enfraquecido como pré-candidato.

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#Política#Brasil#Atualidade#Cobertura

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3 Comentários

Comentários passam por moderação antes da publicação.

  • C

    Carlos R. há 1 hora

    Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.

  • M

    Mariana T. há 3 horas

    Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.

  • J

    João P. há 5 horas

    Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.

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