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Economia

Escândalo Bancário: PF aponta interferência direta de Lula para evitar venda do Banco Master por R$ 1

Mensagens revelam reunião secreta e uso de influência política para conter o BTG Pactual na Faria Lima

Documentos indicam que presidente acionou Gabriel Galípolo para frear aquisição e manter banco sob influência governista.

E

Equipe de Investigação

agora · 7 min de leitura

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Escândalo Bancário: PF aponta interferência direta de Lula para evitar venda do Banco Master por R$ 1
Foto: Palácio do Planalto / Arquivo

Novas mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam um capítulo sombrio nos bastidores do sistema financeiro nacional. Segundo as investigações, o presidente Lula interferiu diretamente para evitar que o Banco Master, então em graves dificuldades financeiras, fosse vendido pelo valor simbólico de R$ 1 ao BTG Pactual, de André Esteves.

A reunião secreta teria ocorrido em dezembro de 2024, envolvendo o chefe do Executivo e Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição. Na ocasião, Vorcaro buscou aconselhamento no Palácio do Planalto, onde ouviu do presidente que a venda ao BTG era politicamente indesejável, pois fortaleceria a concentração bancária e impediria a esquerda de ter uma "presença maior" na Faria Lima.

A Manobra Política

Para barrar a operação de mercado, Lula teria acionado Gabriel Galípolo semanas antes de sua posse oficial na presidência do Banco Central. Após o alinhamento político, Vorcaro desistiu do acordo com o BTG e tentou uma manobra com o BRB, banco estatal do Distrito Federal. No entanto, a parceria foi bombardeada pelo mercado e acabou vetada pelo próprio Banco Central meses depois por falta de garantias técnicas.

Mensagens interceptadas agora expõem o desespero de Vorcaro para retomar o plano inicial de repassar a instituição ao BTG pelo preço de R$ 1, após o fracasso da articulação governista que deixou o banco em situação de insolvência.

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Análise Crítica: O Risco Institucional

A interferência do Poder Executivo em transações privadas do setor bancário fere princípios fundamentais da autonomia da autoridade monetária e da livre iniciativa. O uso do Estado para moldar o mercado financeiro de acordo com interesses partidários gera insegurança sistêmica e afasta investidores estrangeiros, que temem a falta de regras claras no Brasil.

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FAQ - Caso Banco Master

**Por que o valor era R$ 1?** É uma prática comum em aquisições de empresas com dívidas que superam o patrimônio; o comprador assume o passivo.

**Houve crime?** A PF investiga se a interferência configura advocacia administrativa ou tráfico de influência.

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#Economia#Brasil#Atualidade#Mercados

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3 Comentários

Comentários passam por moderação antes da publicação.

  • C

    Carlos R. há 1 hora

    Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.

  • M

    Mariana T. há 3 horas

    Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.

  • J

    João P. há 5 horas

    Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.

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