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Starlink avança no campo e ameaça hegemonia de Claro e Vivo — Empresa de Elon Musk já tem 791 mil assinantes e 9,34% do mercado rural de banda larga.
Internet via satélite da Starlink chega ao campo e desafia operadoras tradicionais.
Tecnologia

Starlink avança no campo e ameaça hegemonia de Claro e Vivo

Empresa de Elon Musk já tem 791 mil assinantes e 9,34% do mercado rural de banda larga.

A Starlink atingiu 791 mil assinantes no Brasil, ocupando a 13ª posição entre as maiores provedoras de banda larga fixa. No campo, a empresa de Elon Musk já detém 9,34% do mercado, pressionando Claro e Vivo a reagirem.

Redação Tecnologia

Atualizado em 5 min de leitura

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A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, atingiu a marca de 791 mil assinantes no Brasil, consolidando-se como a 13ª maior provedora de banda larga fixa do país. No campo, a companhia já abocanha 9,34% do mercado, um avanço que preocupa operadoras tradicionais como Claro e Vivo. O crescimento é impulsionado pela demanda por conectividade em regiões remotas e no agronegócio, onde a infraestrutura terrestre é escassa.

Expansão no agronegócio

A internet via satélite da Starlink tem se tornado essencial para o agronegócio brasileiro, permitindo o monitoramento de lavouras, a gestão de máquinas agrícolas e o acesso a informações em tempo real em áreas sem cobertura de fibra óptica. Produtores rurais de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia estão entre os principais usuários do serviço.

A empresa de Elon Musk oferece planos que variam de R$ 184 a R$ 1.159 por mês, além do custo do kit de instalação. A velocidade média de download pode chegar a 220 Mbps, o que supera muitas conexões oferecidas por operadoras tradicionais em áreas urbanas.

Reação das operadoras

Claro e Vivo, que historicamente dominam o mercado de banda larga fixa, têm enfrentado dificuldades para competir com a Starlink em áreas rurais. A infraestrutura terrestre dessas empresas é limitada em regiões afastadas, e a instalação de fibra óptica no campo é cara e demorada.

Para tentar conter o avanço da Starlink, as operadoras têm investido em tecnologias como o 5G fixo e parcerias com provedores regionais. No entanto, a cobertura ainda é insuficiente para atender à demanda do agronegócio, que busca conexões estáveis e de alta velocidade.

Impacto no mercado de telecomunicações

A ascensão da Starlink representa uma mudança significativa no cenário das telecomunicações brasileiras. Pela primeira vez, uma empresa de internet via satélite figura entre as maiores provedoras do país, desafiando o domínio das teles tradicionais.

Especialistas apontam que a concorrência pode beneficiar os consumidores, com a redução de preços e a melhoria da qualidade dos serviços. No entanto, ainda há desafios regulatórios e de infraestrutura a serem superados para que a internet via satélite se torne uma alternativa viável em escala nacional.

Perspectivas futuras

A Starlink planeja expandir sua constelação de satélites e melhorar a cobertura no Brasil, com o objetivo de atender não apenas áreas rurais, mas também regiões urbanas com alta demanda. A empresa já solicitou autorização à Anatel para operar novos equipamentos e aumentar a capacidade de transmissão.

Enquanto isso, Claro e Vivo buscam parcerias e inovações para não perder espaço no mercado. A disputa promete se intensificar nos próximos anos, com impacto direto na conectividade de milhões de brasileiros.

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