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Com 57% de Aprovação, Supergirl Escancara a Primeira Grande Crise do DCU de James Gunn

Estreia de Milly Alcock como Kara Zor-El decepciona crítica, patina no Metacritic com nota 49 e reacende dúvidas sobre o rumo do novo universo compartilhado da DC.

Vendido como uma das apostas centrais do novo DCU comandado por James Gunn, Supergirl estreou com apenas 57% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 49 no Metacritic — números que colocam o filme entre os mais divisivos da nova fase da DC Studios. Roteiro genérico, marketing considerado morno e a sensação de "mais do mesmo" transformam a aventura de Milly Alcock em uma prova de fogo para a estratégia de Gunn, que agora depende quase inteiramente do boca a boca para evitar que a Garota de Aço se torne a primeira grande decepção da era.

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Redação Entretenimento

há 1 minuto · 8 min de leitura

AO VIVO191 pessoas estão lendo agora
Imagem principal da matéria: Com 57% de Aprovação, Supergirl Escancara a Primeira Grande Crise do DCU de James Gunn
Foto: Divulgação/DC Studios

A nova aposta da DC Studios chegou aos cinemas cercada de expectativas — e escapou da estreia com um recado desconfortável para James Gunn. Supergirl, estrelado por Milly Alcock, abriu com apenas 57% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma nota 49 no Metacritic, números que colocam o longa entre as produções mais divisivas da curta história do novo DCU. Para um projeto vendido como pilar da reconstrução do universo compartilhado da DC, o resultado é menos "decepção pontual" e mais "sinal amarelo estratégico".

O que mais chama atenção é que boa parte dos problemas apontados pela crítica já havia sido antecipada por parte do público durante a campanha de marketing. Os trailers foram acusados de transmitir uma sensação de "mais do mesmo", sem apresentar um diferencial capaz de empolgar os fãs ou justificar a existência de mais uma aventura de super-herói em um mercado saturado. A recepção crítica, ao confirmar essa suspeita, transforma o que era desconfiança em diagnóstico.

O que os críticos estão dizendo

Entre as análises publicadas por veículos internacionais, a reclamação mais recorrente envolve um roteiro considerado genérico, excesso de clichês e uma narrativa que não consegue escapar das fórmulas tradicionais do gênero. O Daily Beast classificou a experiência como "formulaica e sem originalidade", enquanto o New York Post afirmou que a produção representa um retorno da DC aos "filmes medianos de super-heróis" — exatamente o rótulo que Gunn prometeu enterrar ao assumir o comando dos estúdios.

O The Times destacou que, apesar do esforço de Milly Alcock no papel principal, o filme sofre com personagens pouco memoráveis, cenas de ação sem impacto e uma direção que não consegue sustentar o potencial da protagonista. A leitura se repete em outros veículos: há uma Kara Zor-El interessante presa dentro de um filme que não sabe o que fazer com ela.

"Uma experiência formulaica e sem originalidade" — Daily Beast, sobre Supergirl.

Nem Lobo salva: o problema de ser peça de franquia

Nem a presença de Jason Momoa como Lobo — talvez o cartão de visitas mais comentado do filme — parece ter sido suficiente para elevar a produção. Diversas análises apontam que as participações e as referências ao futuro do universo compartilhado acabam desviando a atenção da própria Supergirl, reforçando a sensação de que o longa funciona mais como peça de franquia do que como uma história relevante por si só.

É um problema conhecido: quando cada cena precisa plantar uma semente para o próximo filme, a jornada da protagonista deixa de ser prioridade. E é justamente esse defeito estrutural que Gunn havia prometido corrigir. Ver Supergirl cair na mesma armadilha que enterrou a antiga era do DCEU é o dado mais preocupante da estreia — pior do que qualquer nota isolada no Rotten Tomatoes.

O que está em jogo para James Gunn

O novo DCU foi vendido como uma reconstrução total: menos filmes, mais coesão narrativa, tom autoral e menor dependência do modelo Marvel de universo em cadeia. Supergirl era, nesse plano, a segunda grande aposta depois de Superman — a prova de que Gunn conseguiria escalar a estratégia sem cair em fórmulas. Uma estreia com 57% de aprovação não derruba o projeto, mas obriga o estúdio a rever a régua com que mede sucesso crítico e o quanto de risco criativo o novo DCU está realmente disposto a assumir.

Do ponto de vista comercial, o futuro do longa depende quase exclusivamente do famoso "boca a boca". Com críticas mornas, marketing considerado medíocre por parte dos fãs e concorrência pesada nos cinemas, Supergirl entra em uma corrida difícil para provar que o novo DCU realmente encontrou seu caminho. Caso contrário, corre o risco de se tornar a primeira grande decepção da era James Gunn — e a que servirá de referência quando o estúdio for cobrado pelo próximo tropeço.

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Análise: um recado incômodo para a DC

Há um paradoxo cruel no resultado. Milly Alcock, escalada com entusiasmo depois da performance elogiada em A Casa do Dragão, entrega uma Kara carismática o suficiente para segurar a atenção — e ainda assim insuficiente para sustentar sozinha um filme que parece desconfiar da própria protagonista. A crítica não está dizendo que Alcock falhou; está dizendo que o DCU falhou com ela.

Se Gunn quer evitar que Supergirl vire estudo de caso sobre como não recomeçar uma franquia, precisará mostrar, nos próximos lançamentos, que aprendeu a lição: menos peças de xadrez sendo movimentadas em cena, mais confiança nos próprios personagens. Do contrário, o novo DCU corre o risco de repetir, em ritmo acelerado, o mesmo colapso narrativo que consumiu a era Snyder — só que agora sem a desculpa de estar apenas começando.

Conclusão

Supergirl não é um desastre, mas é um alerta. Estrear com 57% no Rotten Tomatoes e 49 no Metacritic em um projeto pensado como vitrine do novo DCU deixa claro que ambição de reboot não se sustenta apenas em declarações e escalações estratégicas. A DC Studios ganhou uma protagonista com potencial e uma dúvida legítima sobre o próprio método. Cabe a James Gunn provar, nos próximos capítulos, que o problema foi de execução — e não de projeto.

Perguntas para reflexão

Um universo compartilhado ainda faz sentido em 2026, ou o público já cansou da lógica de "cada filme prepara o próximo"? Até onde a crítica morna a Supergirl é falha do filme e até onde é fadiga do gênero super-herói? E, se o boca a boca não salvar a estreia, quanto tempo James Gunn ainda terá para reajustar o novo DCU antes que os estúdios comecem a cobrar resultados?

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FAQ

Qual foi a nota de Supergirl no Rotten Tomatoes? O filme estreou com 57% de aprovação da crítica.

E no Metacritic? Recebeu nota 49, indicando avaliações mistas a negativas.

Quem interpreta a Supergirl no novo filme? A atriz Milly Alcock, conhecida pela série A Casa do Dragão.

Jason Momoa aparece no filme? Sim, no papel de Lobo — mas críticos apontam que sua presença desvia o foco da protagonista.

O resultado ameaça o futuro do DCU de James Gunn? Não encerra o projeto, mas acende um sinal amarelo estratégico e pressiona os próximos lançamentos do novo universo compartilhado da DC.

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3 Comentários

Comentários passam por moderação antes da publicação.

  • C

    Carlos R. há 1 hora

    Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.

  • M

    Mariana T. há 3 horas

    Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.

  • J

    João P. há 5 horas

    Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.

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