Predador pré-histórico reaparece: tubarão-de-seis-guelras é flagrado em águas rasas dos EUA
Espécie que nadava nos oceanos antes mesmo dos dinossauros volta a chamar atenção em Puget Sound, onde cientistas suspeitam de um berçário natural de filhotes
Com seis fendas branquiais em vez das cinco habituais, o sixgill carrega no corpo a memória de mais de 200 milhões de anos de evolução — e agora reaparece perto da costa.

Muito antes de os dinossauros dominarem a Terra, um predador silencioso já cruzava os oceanos. O tubarão-de-seis-guelras (Hexanchus griseus) atravessou extinções em massa, sobreviveu a transformações climáticas brutais e ainda hoje desliza pelas zonas profundas do mar, longe dos olhos humanos.
A descoberta de exemplares dessa espécie em águas relativamente rasas de Puget Sound, no estado de Washington (EUA), reacendeu o interesse da comunidade científica. A hipótese mais discutida é que a região funcione como uma espécie de maternidade marinha para os filhotes do predador.
Um fóssil vivo
Enquanto a maioria dos tubarões evoluiu para apenas cinco fendas branquiais, o sixgill manteve seis — um detalhe anatômico que o aproxima de espécies extintas há centenas de milhões de anos. Seu corpo robusto, olhos verde-fluorescentes e dentes em formato de pente lembram a estética de uma criatura saída direto do Triássico.
Adultos podem ultrapassar cinco metros de comprimento e costumam viver entre 200 e 2.500 metros de profundidade, o que torna registros próximos à costa raros e cientificamente valiosos.
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Por que Puget Sound importa
As águas frias, ricas em nutrientes e relativamente protegidas de Puget Sound criam um ambiente ideal para filhotes longe de predadores maiores. Pesquisadores acreditam que a região oferece proteção natural durante os primeiros anos de vida — um padrão observado em outras espécies de tubarão pelo mundo.
Compreender esse comportamento é estratégico para a conservação: o sixgill se reproduz lentamente, e a perda de áreas de berçário pode comprometer a sobrevivência da espécie em escala global.
Quando um predador pré-histórico encosta perto da costa, ele não está apenas aparecendo — está revelando segredos do oceano que ainda não compreendemos.
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O que vem agora
Equipes de biólogos marinhos têm intensificado o monitoramento por meio de câmeras submarinas e marcação eletrônica. A expectativa é confirmar a função reprodutiva da região e propor zonas de proteção específicas.
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3 Comentários
- C
Carlos R. há 1 hora
Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.
- M
Mariana T. há 3 horas
Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.
- J
João P. há 5 horas
Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.