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Política

EUA avisam ao Brasil que recomendação final do novo tarifaço já está na mesa de Trump, diz Greer

Chefe do USTR declarou negociações encerradas, criticou falta de empenho brasileiro e sinalizou possibilidade de ampliar lista de exceções

Após nova rodada de ataques de Lula a Donald Trump, o chefe do USTR, Jamieson Greer, informou a interlocutores do governo brasileiro que a recomendação final para um novo tarifaço contra o Brasil já foi encaminhada ao presidente americano. Ainda assim, admitiu ampliar a lista de exceções.

Redação Política

Atualizado em 4 min de leitura

EUA avisam ao Brasil que recomendação final do novo tarifaço já está na mesa de Trump, diz Greer — Chefe do USTR declarou negociações encerradas, criticou falta de empenho brasileiro e sinalizou possibilidade de ampliar lista de exceções
Foto: Reprodução

Após uma sequência de ataques do presidente [[Lula a Donald Trump, os](/artigo/agronegocio-critica-lula-tarifaco-eua-diplomacia)](/artigo/lula-orienta-cautela-tarifaco-eua-evitar-fortalecer-trump-flavio) Estados Unidos, por meio do chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, informaram a interlocutores do governo brasileiro que a recomendação final para um novo tarifaço sobre produtos do Brasil já foi encaminhada a Trump.

Apesar do estágio avançado da recomendação, Greer sinalizou que ainda há espaço para ampliar a lista de exceções — item que pode aliviar o impacto sobre setores estratégicos da economia brasileira.

Negociações declaradas encerradas

Na reunião mais recente entre os dois países, realizada nesta terça-feira (14), o representante americano declarou as negociações encerradas e criticou o que classificou como falta de empenho por parte do Brasil.

Ao final do encontro virtual, Greer se mostrou disposto a manter aberto o canal de diálogo com o governo brasileiro. Antes de encerrar a conversa, ouviu das autoridades do Brasil a frase: “Nós estamos aqui”.

A recomendação final do tarifaço já está com Trump — mas a lista de exceções ainda pode crescer.

21% das exportações no radar

Segundo cálculos apresentados nos bastidores, o tarifaço afetaria, em valores, cerca de 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos. Ainda assim, há otimismo entre negociadores de que esse impacto possa ser reduzido caso o escopo das exceções seja de fato ampliado.

A definição fica nas mãos de Trump, que recebeu a recomendação após semanas de troca de farpas com o presidente brasileiro no cenário internacional.

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Silêncio diante do tarifaço chinês

Enquanto mantém ataques diretos ao presidente americano, Lula permanece em silêncio diante do tarifaço chinês sobre produtos brasileiros, que já ultrapassa 50%. O contraste entre os dois discursos tem sido apontado por críticos como um sinal de assimetria na política externa do governo.

Perguntas para reflexão

1. A estratégia de confronto discursivo com Trump ajuda ou atrapalha a negociação comercial do Brasil?

2. Quais setores devem ser priorizados na lista de exceções para reduzir o impacto do tarifaço americano?

3. Por que o governo mantém silêncio diante do tarifaço chinês, que já supera 50% em produtos brasileiros?

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Redação Política8 min

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