
Coluna da jornalista Mônica Bergamo, publicada na Folha de S.Paulo em 20 de fevereiro de 2026, revelou um cenário considerado incômodo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período do Carnaval.
Segundo a publicação, pesquisas diárias realizadas para o mercado financeiro apontaram que, por dois dias consecutivos, o senador Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente de Lula em simulações de segundo turno.
Além disso, no mesmo intervalo, a taxa de rejeição do presidente teria superado sua aprovação em mais de quatro pontos percentuais.
MOVIMENTO PASSAGEIRO OU SINAL DE ALERTA?
De acordo com a coluna, a oscilação foi descrita como momentânea e teria recuado após o término do Carnaval. Ainda assim, o episódio acendeu sinal de alerta entre aliados do governo.
Mesmo variações curtas em tracking diário costumam ter peso político porque:
- Influenciam percepção do mercado
- Impactam estratégia de comunicação
- Reforçam narrativas da oposição
- Afetam moral interna de partidos
Na minha avaliação, ainda que pesquisas diárias tenham margem de oscilação maior e sejam sensíveis a eventos pontuais, o fato de a rejeição superar a aprovação é sempre um indicador politicamente relevante.
CONTEXTO MAIS AMPLO
O movimento ocorreu em meio a:
- Repercussões do desfile da Acadêmicos de Niterói
- Debate sobre propaganda antecipada
- Intensificação da polarização nas redes sociais
- Ambiente pré-eleitoral informal
Mesmo fora do calendário oficial de campanha, o ambiente político já opera em lógica eleitoral.
O QUE ISSO MOSTRA
Oscilações temporárias não definem eleição, mas revelam sensibilidade do eleitorado a eventos simbólicos e narrativas digitais.
Se o desgaste se consolidar em levantamentos futuros, pode indicar mudança estrutural.
Se não, terá sido apenas ruído de curto prazo amplificado pelo contexto do Carnaval.
Na minha visão, o ponto central aqui não é quem liderou por dois dias, mas o fato de o capital político de Lula demonstrar vulnerabilidade — algo impensável alguns anos atrás em determinados cenários.
Você acredita que essa oscilação foi apenas efeito do momento ou sinal de mudança mais profunda no eleitorado?

