
Levantamento indica pior desempenho do presidente em nove meses e avanço do nome bolsonarista em simulações de segundo turno.

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25/2/2026), revela um cenário de deterioração na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma disputa presidencial cada vez mais apertada para as eleições de outubro.
No levantamento realizado entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com 4.986 eleitores via recrutamento digital e margem de erro de 1 ponto percentual, a avaliação do governo mostrou queda:
- Aprovação: 46,6%
- Desaprovação: 51,5% — pior patamar em nove meses
Analistas políticos destacam que parte da oscilação negativa pode estar associada ao impacto de eventos recentes — em especial ao Carnaval, que provocou polarização nas redes e ampliou narrativas contrárias ao Planalto.
EMPATE TÉCNICO COM FLÁVIO BOLSONARO
No principal destaque do levantamento, a simulação de segundo turno coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente de Lula, ainda que em um empate técnico dentro da margem de erro:
- Flávio Bolsonaro: 46,3%
- Lula: 46,2%

É a primeira vez na série histórica da AtlasIntel que Flávio aparece na liderança — ainda que por 0,1 ponto — refletindo ganho de espaço no eleitorado em apenas um mês.
Outros nomes apontados como competitivos no campo oposicionista, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), também aparecem com presença relevante em cenários simulados, o que reforça a ideia de uma eleição ainda aberta e indefinida.
LEITURA POLÍTICA
Esse conjunto de números é um sinal de alerta para o Planalto por pelo menos três motivos:
- Rejeição supera aprovação: momento de vulnerabilidade política.
- Empate técnico com principal rival: marca de competitividade real no segundo turno.
- Crescimento de alternativas no campo oposicionista: reforça a dispersão da direita.
Em um ambiente de polarização, oscilações pequenas podem ser amplificadas por narrativas midiáticas e estratégias digitais de campanha, alterando percepções de liderança com rapidez.
IMPACTO ELEITORAL — O QUE ISSO SIGNIFICA
Na minha avaliação, estes resultados mostram que:
- O capital político de Lula não está imune a eventos fortuitos e reações midiáticas.
- O eleitorado está mais fluido e volátil do que em eleições anteriores.
- A direita, mesmo fragmentada, mostra capacidade de se consolidar em torno de nomes competitivos.
A eleição de 2026, portanto, não está decidida. O cenário é de competitividade, e decisões estratégicas do Planalto e da oposição serão determinantes nos próximos meses.
Você acha que essa tendência de queda pode continuar até as eleições ou será apenas uma oscilação momentânea? Comente abaixo e compartilhe esta análise para ampliar o debate.

