
Levantamento mostra avanço na avaliação negativa e reforça tendência observada por outros institutos.
Por que isso importa
Índices de aprovação presidencial influenciam diretamente o ambiente político, o Congresso e o cenário eleitoral. Movimentos consistentes de alta na desaprovação costumam alterar estratégias de governo e de oposição.
Os números
Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (3), indica que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 51%.
De acordo com o levantamento:
• 44% aprovam a gestão
• 5% não souberam ou não responderam
Na avaliação qualitativa:
• 46% classificam o governo como “ruim ou péssimo”
• 26% consideram “ótimo ou bom”
• 27% avaliam como “regular”
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob o nº BR-09353/2026.
Tendência e leitura política
O dado de 51% de desaprovação confirma uma tendência de desgaste que já vinha sendo apontada por outros institutos. Quando o índice negativo ultrapassa os 50%, o sinal político é claro: o governo entra em zona de alerta.
Minha leitura, Osmildo: mais do que o número isolado, o que pesa é a distância entre avaliação negativa (46%) e positiva (26%). Essa diferença mostra que o desafio não é apenas recuperar popularidade, mas reverter percepção consolidada em parte significativa do eleitorado.
Impactos possíveis
• Maior pressão no Congresso
• Intensificação do discurso da oposição
• Reforço da polarização no debate público
• Ajustes na estratégia de comunicação do governo
Fechamento
Pesquisas são retratos do momento, mas quando indicam tendência consistente, passam a influenciar o jogo político.
A questão agora é: o governo conseguirá reverter o cenário ou a desaprovação tende a se consolidar até 2026?

