
Manifesto assinado por 17 diretórios estaduais rejeita coligação com o PT e pressiona direção nacional da legenda.
Um forte movimento interno dentro do MDB começou a redesenhar o cenário político para as eleições presidenciais de 2026. Lideranças de 17 dos 27 diretórios estaduais do partido assinaram um manifesto contrário a qualquer aliança nacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.
O documento foi entregue ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, pelo deputado federal Alceu Moreira. O gesto é interpretado como um recado claro de parte expressiva do partido de que não pretende apoiar a reeleição de Lula ou integrar uma eventual chapa presidencial petista no próximo pleito.
A declaração do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, resumiu o clima que tomou conta de parte da legenda: segundo ele, “é absolutamente zero a chance de o MDB se coligar com o PT em nível nacional”.
Entre os nomes que apoiaram o manifesto estão lideranças importantes do partido, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o deputado mineiro Newton Cardoso Jr., o que mostra que o movimento tem força principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Divisão interna no partido
O posicionamento de parte do MDB atinge diretamente a articulação de aliados do governo dentro da própria legenda. Lideranças como Renan Calheiros e o governador do Pará, Helder Barbalho, defendiam a possibilidade de o partido compor uma chapa com Lula em 2026, inclusive indicando o candidato a vice-presidente.
Com o novo manifesto, essa estratégia passa a enfrentar forte resistência dentro da sigla. O MDB historicamente se posiciona como um partido pragmático, que costuma participar de governos de diferentes espectros políticos, mas o cenário atual mostra uma divisão regional clara.
Enquanto diretórios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste demonstram maior distanciamento do governo federal, lideranças do Nordeste ainda defendem manter proximidade política com o PT.
Impacto político
Osmildo, esse movimento dentro do MDB é relevante porque o partido continua sendo uma das maiores forças políticas do país em número de prefeitos, vereadores e presença no Congresso Nacional. Quando uma legenda desse tamanho começa a se afastar de um governo, isso costuma indicar mudanças importantes no equilíbrio político.
Minha opinião: ainda é cedo para afirmar que o MDB estará completamente fora de uma aliança com Lula em 2026, porque a política brasileira é extremamente dinâmica e cheia de negociações. Mas esse manifesto mostra que o governo pode enfrentar dificuldades para construir uma base eleitoral ampla na próxima eleição presidencial.
Conclusão
A movimentação interna do MDB abre um novo capítulo na articulação política para 2026. Se a divisão dentro do partido continuar crescendo, a legenda poderá se tornar um dos principais fatores de definição do cenário eleitoral nos próximos anos.

