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Acidente nas Cataratas do Iguaçu: sobreviventes relatam pânico

Sobreviventes do acidente com barco relatam que ficaram debaixo d'água; família de holandês cobra explicações

Sobreviventes do acidente com barco nas Cataratas do Iguaçu relatam que ficaram debaixo d'água e apontam falhas de segurança. Família de holandês morto cobra explicações. Macuco Safari retomou passeios quatro dias após o ocorrido.

Redação Brasil

Atualizado em 5 min de leitura

Acidente nas Cataratas do Iguaçu: sobreviventes relatam pânico — Sobreviventes do acidente com barco relatam que ficaram debaixo d'água; família de holandês cobra explicações
Sobreviventes relatam pânico e falhas de segurança; passeios retomados precocemente geram questionamentos.
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Sobreviventes do acidente com barco nas Cataratas do Iguaçu, que deixou um turista holandês morto, relataram em depoimentos exclusivos que ficaram submersos por alguns segundos e apontaram falhas de segurança na operação. O acidente ocorreu na última semana, quando a embarcação teria virado próximo às quedas d'água. A família do holandês morto cobra explicações da empresa responsável, a Macuco Safari, que retomou os passeios quatro dias após o ocorrido.

Sobreviventes descrevem momentos de pânico

Em relatos obtidos pela reportagem, passageiros que estavam no barco contaram que a embarcação virou de forma repentina, lançando todos na água. "Ficamos debaixo d'água por alguns segundos, sem saber para onde ir", disse um dos sobreviventes, que preferiu não se identificar. Outro passageiro afirmou que não havia coletes salva-vidas acessíveis para todos e que as instruções de segurança foram superficiais.

Os depoimentos reforçam a suspeita de que a operação não seguia protocolos adequados de segurança. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações, mas a retomada precoce dos passeios gerou indignação entre as vítimas e seus familiares.

Família de vítima cobra respostas

A família do turista holandês que morreu no acidente divulgou nota cobrando transparência na investigação. "Queremos saber o que realmente aconteceu e por que os procedimentos de segurança não evitaram essa tragédia", afirmou um representante da família. Eles também pedem que a empresa assuma a responsabilidade e que as autoridades apurem eventuais irregularidades.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre as causas do acidente. A Marinha e a Polícia Civil foram acionadas para investigar o caso, mas os laudos ainda não foram divulgados.

Macuco Safari retoma atividades em meio a críticas

Quatro dias após o acidente, a Macuco Safari retomou os passeios turísticos nas Cataratas do Iguaçu. A decisão foi criticada por sobreviventes e por especialistas em segurança, que consideram o prazo curto para uma revisão completa dos procedimentos. A empresa, em nota, afirmou que segue as normas e que está colaborando com as investigações.

No entanto, a retomada precoce levanta questionamentos sobre a prioridade dada à segurança dos turistas. A Associação Brasileira de Turismo de Aventura recomendou que a empresa suspenda as atividades até a conclusão das apurações, mas a recomendação não foi acatada.

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O que dizem as autoridades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram procurados, mas ainda não se manifestaram sobre o caso. A Polícia Civil do Paraná informou que está ouvindo testemunhas e analisando imagens do circuito interno de segurança.

A Marinha do Brasil, responsável pela fiscalização de embarcações, também abriu inquérito administrativo. Até o momento, nenhum responsável foi afastado ou multado.

Riscos em passeios de barco

Especialistas em segurança náutica alertam que passeios em corredeiras e quedas d'água exigem equipamentos específicos, como coletes salva-vidas de alta flutuação e treinamento da tripulação para situações de emergência. No caso das Cataratas, a força da água pode arrastar pessoas com facilidade, aumentando o risco de afogamento.

A falta de fiscalização efetiva é apontada como um problema recorrente no setor. Segundo dados de associações de turismo, acidentes em passeios de barco no Brasil são raros, mas quando ocorrem, muitas vezes estão relacionados a falhas humanas ou de manutenção.

Próximos passos

A expectativa é que os laudos periciais sejam divulgados nos próximos dias, o que pode esclarecer as causas do acidente. Enquanto isso, a família do holandês e os sobreviventes aguardam respostas. A Macuco Safari, por sua vez, segue operando normalmente, o que gera debate sobre a segurança dos passeios turísticos na região.

A reportagem continuará acompanhando o caso e trará novas informações assim que elas forem confirmadas.

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