Augusto Cury oficializa candidatura e propõe semipresidencialismo
Psiquiatra quer Tarcísio como primeiro-ministro e critica Lula e Flávio Dino em evento do Avante
O psiquiatra Augusto Cury teve sua candidatura à Presidência oficializada pelo Avante em evento em São Paulo, com presença de Tarcísio e Nunes. Ele defendeu o semipresidencialismo e disse que quer Tarcísio como primeiro-ministro, além de criticar Lula e Flávio Dino.
Atualizado em 5 min de leitura

O psiquiatra e escritor Augusto Cury teve sua candidatura à Presidência da República oficializada pelo partido Avante em evento realizado em São Paulo. A cerimônia contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes. Na ocasião, Cury defendeu a adoção do semipresidencialismo no Brasil e afirmou que, se eleito, gostaria de ter Tarcísio como primeiro-ministro. O anúncio ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026, e a proposta já gera reações nos meios políticos.
Proposta de semipresidencialismo
Durante o evento de oficialização, Augusto Cury apresentou sua defesa do semipresidencialismo, sistema no qual o presidente da República divide o poder com um primeiro-ministro, que seria o chefe de governo. Segundo Cury, o modelo permitiria maior governabilidade e estabilidade política, evitando crises institucionais. Ele declarou que, caso seja eleito, indicaria Tarcísio de Freitas para o cargo de primeiro-ministro, em uma tentativa de unir forças políticas em torno de um projeto comum.
A proposta de Cury, no entanto, ainda não foi detalhada em seus aspectos práticos, como a divisão de atribuições entre presidente e primeiro-ministro, nem como seria a transição do atual sistema presidencialista. Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a mudança exigiria uma reforma constitucional e amplo debate no Congresso Nacional, o que torna o tema complexo e de longo prazo.
Presença de Tarcísio e Nunes
A presença de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes no evento de oficialização da candidatura de Augusto Cury foi interpretada como um gesto de apoio, ainda que não formal, à pré-candidatura do psiquiatra. Tarcísio, que é um dos nomes cotados para a disputa presidencial de 2026, não se manifestou publicamente sobre a indicação de Cury, mas sua presença no evento gerou especulações sobre possíveis alianças.
Ricardo Nunes, por sua vez, também não comentou a proposta de semipresidencialismo, mas sua participação na cerimônia é vista como um movimento de aproximação com o Avante e com o eleitorado que Cury pode atrair. Ainda não há confirmação oficial sobre o apoio dos dois políticos à candidatura de Cury, e os bastidores da política seguem em articulação.
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Críticas a Lula e Flávio Dino
Em seu discurso, Augusto Cury também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Justiça, Flávio Dino. Cury afirmou que o governo atual não tem dado atenção suficiente a questões como saúde mental e educação, áreas em que ele diz ter expertise. As críticas foram direcionadas principalmente à condução de políticas públicas e à falta de diálogo com setores da sociedade.
As declarações de Cury foram repercutidas nas redes sociais, mas ainda não houve resposta oficial de Lula ou de Flávio Dino. A assessoria do Ministério da Justiça informou que não comentaria as declarações de um pré-candidato. O tom das críticas indica que Cury pretende se posicionar como uma alternativa à polarização entre os grupos políticos tradicionais.
Reações dos partidos
A oficialização da candidatura de Augusto Cury pelo Avante foi recebida com cautela por outros partidos. Algumas legendas, como o PL e o PSDB, ainda não se manifestaram oficialmente sobre a proposta de semipresidencialismo. O PT, por sua vez, criticou a ideia, classificando-a como 'aventureira' e sem base popular, segundo fontes internas.
Analistas políticos ouvidos pela reportagem avaliam que a proposta de Cury pode atrair eleitores insatisfeitos com o atual cenário político, mas enfrenta desafios para ganhar tração, uma vez que a discussão sobre o sistema de governo não está entre as prioridades do eleitorado. Ainda assim, o movimento de Cury é visto como uma tentativa de se diferenciar no cenário eleitoral.
Impacto na corrida eleitoral
A entrada de Augusto Cury na disputa presidencial pode alterar o cenário eleitoral, especialmente se ele conseguir consolidar uma base de apoio entre eleitores que buscam alternativas aos nomes tradicionais. Pesquisas de intenção de voto ainda não o incluem, e não há dados concretos sobre seu potencial eleitoral. A proposta de semipresidencialismo, no entanto, pode gerar debates e pautar a discussão política nos próximos meses.
Especialistas ressaltam que a candidatura de Cury ainda é incipiente e que sua viabilidade dependerá da capacidade de articulação política e de financiamento de campanha. O Avante, partido de pequeno porte, terá que garantir o tempo de rádio e TV e a estrutura necessária para uma campanha nacional. Ainda não há confirmação sobre alianças com outras legendas.

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