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Nexus/BTG: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 44% em eventual 2º turno — empate técnico se repete — Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13.jul.2026) mostra estabilidade em relação ao levantamento de 29 de junho; margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução
Política

Nexus/BTG: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 44% em eventual 2º turno — empate técnico se repete

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13.jul.2026) mostra estabilidade em relação ao levantamento de 29 de junho; margem de erro é de 2 pontos percentuais.

A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (13.jul.2026) aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual disputa de 2º turno pela Presidência da República. Lula soma 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois totalizam 8%, e 1% não soube ou não respondeu. Os índices se mantiveram idênticos aos registrados no levantamento anterior, de 29 de junho. Foram ouvidos 2.003 eleitores entre 10 e 12 de julho, por telefone, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Redação Política

Atualizado em 5 min de leitura

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A corrida presidencial de 2026 ganhou nesta segunda-feira (13.jul.2026) mais um capítulo de fôlego curto entre os dois principais nomes que devem polarizar a disputa pelo Palácio do Planalto. Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta manhã mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em empate técnico em uma eventual simulação de segundo turno.

Lula registra 47% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro aparece com 44%. A diferença de três pontos percentuais entre os dois é menor que a margem de erro do levantamento — de dois pontos para mais ou para menos —, o que caracteriza tecnicamente uma disputa em aberto.

Os números da simulação

Além dos dois candidatos, a pesquisa registra 8% de eleitores que declaram brancos, nulos ou afirmam que não escolheriam nenhum dos dois nomes apresentados. Outros 1% não souberam ou não responderam.

A composição desse eleitorado "de fora" costuma ser decisiva em disputas apertadas: parte dele migra nas semanas finais da campanha, e parte se mantém como abstenção qualificada, capaz de reduzir a base efetiva de votos válidos.

Diferença de 3 p.p. entre Lula e Flávio é menor que a margem de erro de 2 p.p. — empate técnico.

Estabilidade em relação ao levantamento anterior

O dado talvez mais relevante da rodada não é o placar em si, mas sua estabilidade. Em comparação com a pesquisa divulgada em 29 de junho pela mesma Nexus/BTG, os dois candidatos mantiveram exatamente os mesmos percentuais: 47% para Lula e 44% para Flávio Bolsonaro.

A leitura política é direta. Passados quase duas semanas — período em que houve movimentações significativas no Congresso, na disputa por narrativa em torno da PEC da Blindagem e nas negociações internacionais envolvendo o governo brasileiro —, nenhum dos dois nomes conseguiu se descolar. O jogo, ao menos por enquanto, está travado.

Ficha técnica do levantamento

A pesquisa Nexus/BTG entrevistou 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho de 2026, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07981/2026. A metodologia telefônica costuma capturar de forma mais rápida movimentos conjunturais do eleitorado, mas exige cautela na leitura de recortes regionais e etários.

O que o empate técnico significa politicamente

Empate técnico não é acaso estatístico: é sinal de que o eleitorado está polarizado e ancorado em identidades políticas prévias. Lula mantém sua base fiel, enraizada especialmente no Nordeste e entre segmentos de menor renda, enquanto Flávio Bolsonaro consolidou-se como principal herdeiro político do bolsonarismo — capitalizando sobre o sobrenome, a militância digital e o discurso de oposição ao governo.

A tarefa dos dois lados, daqui em diante, deixa de ser conquistar votos "próprios" e passa a ser disputar o eleitorado no meio: os 8% que hoje se declaram brancos, nulos ou indecisos entre os dois nomes. É nesse campo que a campanha será decidida.

Contexto: por que Flávio e não outro Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro consolidou-se como principal opção do PL para 2026 diante da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidida pelo TSE em 2023, e das dificuldades jurídicas enfrentadas pelo pai em ações penais em curso no STF. O PL trabalha com a hipótese de manter o nome Bolsonaro na cédula presidencial como forma de preservar o capital eleitoral do bolsonarismo.

A alta na competitividade do senador em pesquisas recentes — em várias com desempenho estatístico equivalente ao próprio Lula — confirma essa estratégia como viável, ao menos no momento atual do ciclo eleitoral.

FAQ

Quem contratou a pesquisa? O BTG Pactual, em parceria com o instituto Nexus.

Qual o registro no TSE? BR-07981/2026.

Quantos eleitores foram ouvidos? 2.003, por telefone, entre 10 e 12 de julho de 2026.

Qual a margem de erro? 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O resultado configura vantagem para Lula? Não. A diferença de 3 pontos é menor que a margem de erro, o que caracteriza empate técnico.

Cobertura Clicja

A redação de Política do Clicja seguirá acompanhando a evolução das pesquisas Nexus/BTG e demais institutos ao longo de todo o ciclo eleitoral de 2026. Comente aqui embaixo: você acredita que o quadro atual se manterá até outubro do ano que vem?

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