Adidas, Nike e Fila saem do Brasil e transferem produção para o Paraguai
Marcas globais aproveitam carga tributária menor do país vizinho e reacendem debate sobre competitividade da indústria brasileira
Movimento de grandes fabricantes de calçados expõe o impacto dos impostos sobre o setor produtivo e leva milhares de empregos para fora do Brasil.

Adidas, Nike e Fila confirmaram a transferência de parte relevante da produção que mantinham em solo brasileiro para o Paraguai, aproveitando a carga tributária significativamente menor do país vizinho. O movimento reacende um debate antigo sobre a competitividade da indústria nacional.
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Por que o Paraguai?
O Paraguai oferece regimes de incentivo como a Lei de Maquila, que reduz drasticamente impostos sobre indústrias exportadoras, além de mão de obra mais barata e custos logísticos competitivos para abastecer toda a América Latina.
Empresários do setor calçadista brasileiro alertam há anos que a combinação entre alta carga tributária, encargos trabalhistas e burocracia tem tornado inviável manter linhas de produção em estados como Rio Grande do Sul, Ceará e São Paulo.
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O impacto no Brasil
A migração de unidades fabris representa perda de empregos diretos, redução da arrecadação local e enfraquecimento de cadeias produtivas inteiras. Sindicatos do setor já manifestaram preocupação com o efeito dominó sobre fornecedores brasileiros.
Quando produzir lá fora é mais barato que produzir em casa, o problema deixou de ser empresarial — virou estrutural.
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3 Comentários
- C
Carlos R. há 1 hora
Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.
- M
Mariana T. há 3 horas
Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.
- J
João P. há 5 horas
Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.