Lula suspende taxa das blusinhas, mas imposto volta — e mais caro — em 2027
Medida provisória zera cobrança federal de até US$ 50, mas reforma tributária cria nova CBS que pode encarecer Shein, Shopee e AliExpress em quase 30%
Alívio imediato no preço das compras internacionais tem prazo curto: a partir de janeiro de 2027, o novo desenho tributário federal entra em vigor e redefine o custo final ao consumidor.

A suspensão da chamada “taxa das blusinhas” anunciada pelo governo Lula tem cara de alívio, mas tem prazo de validade. A medida foi feita por meio de medida provisória — instrumento jurídico que precisa ser convertido em lei pelo Congresso em até 120 dias para se sustentar — e funciona, na prática, como uma anestesia tributária temporária.
O cenário hoje
Atualmente, compras internacionais de até US$ 50 pagam apenas o ICMS estadual, cuja alíquota varia entre 17% e 20%. A parcela federal foi zerada, o que reduz o preço final percebido pelo consumidor em sites como Shein, Shopee, AliExpress e Temu.
O que muda em 2027
A partir de janeiro de 2027, com a entrada em vigor da reforma tributária, surge a CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços —, novo imposto federal sobre consumo. Caso o modelo seja mantido, compras internacionais voltam a sofrer cobrança federal, somando CBS e ICMS e podendo deixar produtos até cerca de 29% mais caros.
O imposto que sumiu agora volta — mais sofisticado e mais caro.
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Análise crítica
A engenharia política é clássica: alívio antes da campanha, custo depois das urnas. Para o consumidor, o que importa não é o nome do tributo, mas o preço na tela do celular. E esse preço, em 2027, tende a subir.
Conclusão
Aproveite enquanto dura — e leia a letra miúda da reforma. A conta sempre chega, e raramente chega menor.
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FAQ
A taxa acabou de vez? Não, foi suspensa por medida provisória. Quando volta? Em janeiro de 2027, no novo formato (CBS). Qual será o impacto? Aumento estimado de até cerca de 29% sobre o preço final.
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3 Comentários
- C
Carlos R. há 1 hora
Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.
- M
Mariana T. há 3 horas
Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.
- J
João P. há 5 horas
Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.