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Caminhoneiros Paralisam Portos a Partir da Meia-Noite para Forçar Votação da MP do Piso do Frete

Presidente da Abrava, Wallace "Chorão" Landim, confirma paralisação nacional nas rodovias que acessam portos a partir de 0h desta 2ª feira (13.jul.2026); MP 1.343 caduca na 5ª feira e Senado ainda não pautou.

Caminhoneiros iniciam nesta segunda-feira (13.jul.2026), a partir da meia-noite, uma paralisação nacional focada nos acessos aos portos brasileiros. O movimento, articulado pela Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), é uma manobra de pressão direta sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que pautar a votação da Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. O texto perde a validade nesta quinta-feira (16.jul) — se não for votado até lá, todas as mudanças que garantem previsibilidade aos autônomos caem por terra.

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Redação Brasil

há 3 minutos · 6 min de leitura

AO VIVO247 pessoas estão lendo agora
Imagem principal da matéria: Caminhoneiros Paralisam Portos a Partir da Meia-Noite para Forçar Votação da MP do Piso do Frete
Foto: Reprodução / Redes sociais

Os caminhoneiros autônomos brasileiros iniciaram, à 0h desta segunda-feira (13.jul.2026), uma paralisação nacional com foco cirúrgico: bloquear os acessos rodoviários aos principais portos do país. O objetivo declarado é um só — colocar pressão máxima sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que ele pauta em regime de urgência a votação da Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso mínimo do frete para o transporte rodoviário de cargas.

A confirmação da paralisação foi feita pelo presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, o Chorão — figura de destaque nas mobilizações da categoria desde 2018.

Por que os portos, e por que agora

A escolha dos portos como epicentro da paralisação não é acaso. Bloquear o acesso rodoviário aos terminais portuários significa interromper, na prática, o escoamento de commodities agrícolas — milho, soja, açúcar, café — e de cargas industriais destinadas à exportação. É o ponto de maior sensibilidade econômica e política do sistema logístico brasileiro.

O timing também é estratégico. A MP 1.343 perde a validade nesta quinta-feira (16.jul). Se o Senado não votar o texto até lá, tudo o que a medida estabelece sobre piso mínimo do frete cai automaticamente — e a categoria volta a operar sob regras que os caminhoneiros consideram desatualizadas e insuficientes para cobrir custos crescentes de combustível, pedágio e manutenção.

MP 1.343 caduca na 5ª feira (16.jul). Sem votação até lá, novas regras do piso do frete deixam de existir.

O que muda com a MP 1.343

A Medida Provisória 1.343 atualiza a metodologia de cálculo do piso mínimo do frete rodoviário — instrumento criado em 2018, após a histórica greve dos caminhoneiros, e regulamentado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O piso funciona como um valor mínimo por quilômetro rodado, com variação por tipo de carga, número de eixos e distância.

Entre os pontos considerados centrais pela categoria estão a maior periodicidade nas revisões da tabela, mecanismos automáticos de reajuste em função da variação do preço do diesel e sanções mais rígidas para embarcadores que descumprirem o piso.

A pressão sobre Davi Alcolumbre

O alvo político da mobilização é único: Davi Alcolumbre. Como presidente do Senado, ele tem poder de definir a pauta de votações da Casa. Até a última divulgação da agenda do plenário, a MP 1.343 não estava incluída — o que motivou a decisão da Abrava de radicalizar a estratégia.

Alcolumbre, do União Brasil-AP, tem histórico de negociação com o setor produtivo e com o próprio governo Lula, mas enfrenta o dilema recorrente de qualquer presidente do Senado ao final de vigência de MPs: pautar pode contrariar bancadas específicas; não pautar significa deixar o texto caducar e transferir o custo político para o Executivo, que precisará reeditá-lo ou enviar novo projeto ordinário.

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Riscos econômicos e cenário logístico

A paralisação chega em momento delicado da safra brasileira. O escoamento de milho da segunda safra está em curso, e o país negocia contratos de exportação com China e Ásia. Cada dia de interrupção nos acessos portuários representa perdas cumulativas em demurrage (multas por atraso de navios), quebras contratuais e perda de janelas de embarque.

A memória de 2018 pesa sobre o governo. Naquela ocasião, uma paralisação de 11 dias travou o país, gerou desabastecimento de combustíveis e insumos, e forçou a criação do próprio piso mínimo do frete — norma que agora está no centro da nova mobilização.

Quem é Wallace "Chorão" Landim

Wallace Landim, o Chorão, é o principal nome operacional da Abrava e uma das lideranças mais reconhecidas nas mobilizações de caminhoneiros autônomos desde o movimento de maio de 2018. É considerado, dentro da categoria, uma liderança pragmática — que combina discurso técnico sobre custo de frete com forte capacidade de articulação nos grupos de rodoviários e nos coletivos regionais.

FAQ

Quando começou a paralisação? À 0h (meia-noite) desta segunda-feira, 13 de julho de 2026.

Onde ela está concentrada? Nos acessos rodoviários aos principais portos brasileiros.

Qual é o pedido central? Votação, no Senado, da MP 1.343, que atualiza as regras do piso mínimo do frete.

Quem lidera o movimento? A Abrava, presidida por Wallace Landim, o Chorão.

O que acontece se a MP 1.343 não for votada? Perde validade nesta quinta-feira (16.jul), e as mudanças previstas para o piso do frete deixam de existir.

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Cobertura Clicja

A redação Brasil do Clicja acompanha em tempo real os desdobramentos da paralisação, a movimentação política no Senado e o eventual impacto nos portos brasileiros. Comente aqui embaixo: o Senado deve votar a MP antes de quinta-feira?

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3 Comentários

Comentários passam por moderação antes da publicação.

  • C

    Carlos R. há 1 hora

    Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.

  • M

    Mariana T. há 3 horas

    Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.

  • J

    João P. há 5 horas

    Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.

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