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Economia

Projeto do Senado pode encarecer conta de luz

Aprovado pelo Senado, projeto com 'jabutis' pode elevar tarifas em até R$ 1,5 trilhão, dizem especialistas.

O Senado aprovou projeto de lei com 'jabutis' que reobrigam contratação de termelétricas em áreas sem gás. Especialistas estimam impacto de até R$ 1,5 trilhão na conta de luz, pesando no bolso do consumidor.

Redação Economia

Atualizado em 5 min de leitura

Projeto do Senado pode encarecer conta de luz — Aprovado pelo Senado, projeto com 'jabutis' pode elevar tarifas em até R$ 1,5 trilhão, dizem especialistas.
Projeto no Senado pode elevar tarifas de energia, impactando o orçamento das famílias brasileiras.
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O Senado aprovou um projeto de lei que pode encarecer a conta de luz no Brasil. O texto contém trechos conhecidos como 'jabutis', que reobrigam a contratação de usinas termelétricas em regiões sem infraestrutura de gás. Especialistas estimam que o impacto tarifário para os consumidores pode chegar a R$ 1,5 trilhão.

O que são os 'jabutis'?

'Jabutis' são dispositivos incluídos em projetos de lei sem relação direta com o tema principal. Nesse caso, os trechos reobrigam a contratação de termelétricas, mesmo em áreas onde não há gás encanado para abastecê-las.

A medida foi criticada por especialistas do setor elétrico, que apontam aumento desnecessário dos custos de geração. A conta, segundo eles, será paga pelos consumidores por meio das tarifas de energia.

Impacto no bolso do consumidor

O impacto estimado de R$ 1,5 trilhão pode se traduzir em aumentos significativos na conta de luz nos próximos anos. Isso ocorre porque as termelétricas são mais caras que outras fontes, como hidrelétricas e eólicas. Relembre: Vale-refeição dura apenas nove dias no mês, diz estudo.

Para o orçamento familiar, o aumento das tarifas pode significar menos dinheiro para outros gastos essenciais, como alimentação e transporte. Ainda não há confirmação sobre como esse custo será distribuído entre os consumidores.

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O que dizem os especialistas?

Especialistas em energia alertam que a medida pode comprometer a modicidade tarifária, princípio que busca manter as tarifas em níveis acessíveis. Eles defendem que a contratação de termelétricas deve ser avaliada com critérios técnicos e de custo-benefício.

Além disso, a falta de infraestrutura de gás em algumas regiões pode inviabilizar a operação dessas usinas, gerando ainda mais custos. O projeto segue agora para sanção presidencial, e ainda não há posicionamento oficial do governo.

O que pode acontecer agora?

Com a aprovação no Senado, o projeto segue para sanção do presidente. Se sancionado, as novas regras entram em vigor, e as distribuidoras de energia poderão repassar os custos aos consumidores.

Ainda não há confirmação sobre prazos para a implementação das medidas. Enquanto isso, consumidores e especialistas acompanham os desdobramentos, atentos aos impactos na conta de luz.

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