Vale-refeição dura apenas nove dias no mês, diz estudo
Pesquisa aponta que benefício cobre menos de um terço do mês; inflação de alimentos pressiona orçamento
Estudo divulgado mostra que o vale-refeição dos trabalhadores brasileiros dura, em média, apenas nove dias por mês. A alta nos preços das refeições fora de casa faz o benefício render menos, e o trabalhador precisa complementar do próprio bolso. Entenda os números e veja dicas para economizar.
Atualizado em 5 min de leitura

Um estudo recente revelou que o vale-refeição dos trabalhadores brasileiros dura, em média, apenas nove dias por mês. A pesquisa, divulgada nesta semana, aponta que a inflação dos alimentos fora de casa tem reduzido o poder de compra do benefício, obrigando o trabalhador a arcar com parte dos custos das refeições do próprio bolso.
O levantamento considerou o valor médio do benefício e os preços praticados em restaurantes e lanchonetes. Com a alta acumulada dos preços, o montante recebido cobre menos de um terço das refeições mensais de quem depende do vale-refeição.
O que diz o estudo
De acordo com a pesquisa, o valor médio do vale-refeição no Brasil é de cerca de R$ 30 por dia. No entanto, o custo médio de uma refeição fora de casa subiu para aproximadamente R$ 45, o que faz com que o benefício se esgote rapidamente.
Ainda segundo o estudo, a alta nos preços dos alimentos e das refeições prontas tem sido superior à correção do benefício. Isso significa que, mesmo com reajustes, o vale-refeição perde poder de compra ao longo do tempo.
Impacto no bolso do trabalhador
Com o benefício durando apenas nove dias, o trabalhador precisa desembolsar, em média, R$ 450 por mês para complementar as refeições. Esse valor representa uma parcela significativa do orçamento familiar, especialmente para quem ganha até dois salários mínimos.
A pesquisa também aponta que muitos trabalhadores têm reduzido a qualidade das refeições ou até pulado refeições para economizar. A situação é mais crítica em regiões metropolitanas, onde o custo de vida é mais alto.
Por que o benefício rende menos?
A inflação dos alimentos é apontada como o principal fator para a redução do poder de compra do vale-refeição. Nos últimos 12 meses, o preço das refeições fora de casa acumula alta de 8,5%, enquanto o vale-refeição teve reajuste médio de apenas 4%.
Além disso, a mudança nos hábitos de consumo, com mais pessoas optando por delivery e aplicativos de comida, também contribui para o aumento dos gastos. As taxas de entrega e o preço dos aplicativos elevam o custo final da refeição.
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O que dizem os especialistas
Especialistas em finanças pessoais alertam que o vale-refeição deve ser usado de forma estratégica. Uma das recomendações é priorizar refeições em locais que aceitam o benefício e evitar desperdícios.
Outra orientação é planejar as refeições da semana, optando por marmitas ou restaurantes com preços mais acessíveis. Para quem pode, cozinhar em casa e levar comida para o trabalho é uma alternativa para economizar.
Dicas para fazer o vale-refeição render mais
Para ajudar os trabalhadores a lidar com a situação, especialistas listam algumas estratégias:
1. Prefira restaurantes que ofereçam desconto para pagamento com vale-refeição; 2. Evite pedir delivery com frequência, pois as taxas aumentam o custo; 3. Cozinhe em casa e leve marmita ao trabalho pelo menos três vezes por semana; 4. Fique atento a promoções e cupons de desconto em aplicativos de comida; 5. Negocie com o empregador um valor maior de benefício, se possível.
O que pode ser feito para melhorar?
A pesquisa sugere que empresas e governos podem adotar medidas para minimizar o impacto. Entre elas, a correção periódica do vale-refeição com base na inflação real e a criação de incentivos fiscais para restaurantes que ofereçam preços acessíveis.
Enquanto isso, o trabalhador pode buscar alternativas para reduzir os gastos com alimentação. Planejamento e organização são fundamentais para fazer o benefício durar mais e evitar surpresas no fim do mês.

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