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Política

Oposição arma “armadilha histórica” na Câmara, exige 4x3 imediato e deixa PT em pânico

Sóstenes Cavalcante constrange Erika Hilton em sessão sobre o fim da escala 6x1 e expõe contradição da esquerda no Congresso

Líder do PL ironiza recuo de deputada autora do projeto, transforma plenário em palco de embate trabalhista e abre nova frente política contra o governo Lula.

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Redação Clicja

há 1 hora · 4 min de leitura

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Oposição arma “armadilha histórica” na Câmara, exige 4x3 imediato e deixa PT em pânico
Foto: Câmara dos Deputados / Reprodução

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou nesta quarta-feira (27/5) um capítulo que ninguém previa: a oposição ao governo Lula assumiu o protagonismo da pauta trabalhista, passou a defender a escala 4x3 como alternativa imediata e colocou a esquerda em posição defensiva no plenário da Câmara dos Deputados.

A virada que paralisou o plenário

Durante a sessão da PEC 221/19, que discute a redução da jornada de trabalho, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, transformou o microfone em palanque e desafiou diretamente a deputada Erika Hilton — autora do projeto original que propôs o fim da escala 6x1.

“Não, você não vai contra o seu projeto agora. Você não vai fazer isso. Eu duvido. Isso é até deselegante com você mesma”, disparou o parlamentar, em fala que rapidamente viralizou nas redes.

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O constrangimento da esquerda

A cena foi politicamente devastadora. Ao adotar a bandeira da redução de jornada e propor a escala 4x3 de maneira imediata, a oposição expôs o que classificou como contradição: parte da base governista passou a hesitar diante de uma pauta que historicamente sempre defendeu.

A reação foi de gritaria, e setores da esquerda acusaram a manobra de “populismo legislativo”. Mas o estrago já estava feito: as imagens do plenário com deputados da oposição segurando faixas “Brasil sem escala 6x1” correram o país.

Quando a direita assume a bandeira trabalhista no microfone, a esquerda perde mais do que votação — perde identidade política.
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Conclusão

O episódio inaugura uma nova fase do debate: o governo Lula terá que decidir, em tempo recorde, se acompanha o movimento ou se assume publicamente o custo de frear uma proposta que parte de seus próprios eleitores apoia. O xadrez político mudou — e a oposição saiu jogando com peças trocadas.

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#Política#Brasil#Atualidade#Cobertura

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3 Comentários

Comentários passam por moderação antes da publicação.

  • C

    Carlos R. há 1 hora

    Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.

  • M

    Mariana T. há 3 horas

    Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.

  • J

    João P. há 5 horas

    Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.

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