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Deepfake de Roberto Carlos expõe golpes que movem R$ 1,8 bi

Esquema usa rosto sintético e voz clonada para enganar vítimas; saiba como se proteger

Esquema criminoso usa deepfake de Roberto Carlos para aplicar golpes, com kits de rosto sintético, voz clonada e documentos falsos por US$ 5. Mercado ilegal movimenta R$ 1,8 bilhão, revelando ameaça crescente no Brasil.

Redação Tecnologia

Atualizado em 5 min de leitura

Deepfake de Roberto Carlos expõe golpes que movem R$ 1,8 bi — Esquema usa rosto sintético e voz clonada para enganar vítimas; saiba como se proteger
Deepfake de Roberto Carlos expõe golpes que movem R$ 1,8 bilhão; saiba como se proteger.
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Um esquema criminoso que utiliza um deepfake do cantor Roberto Carlos para aplicar golpes movimenta cerca de R$ 1,8 bilhão, segundo investigações recentes. Os golpistas usam kits de rosto sintético, voz clonada e documentos falsos, vendidos por US$ 5, para se passar pelo artista e enganar vítimas em todo o Brasil. O caso expõe a crescente ameaça das fraudes com inteligência artificial no país.

Como funciona o golpe com deepfake

Os criminosos criam vídeos e áudios falsos com a imagem e a voz de Roberto Carlos, geralmente em anúncios ou mensagens diretas, oferecendo investimentos, prêmios ou oportunidades de negócio. As vítimas são induzidas a pagar taxas ou fornecer dados bancários, acreditando estar falando com o cantor.

O material é produzido com ferramentas de inteligência artificial acessíveis, e os kits completos podem ser comprados por valores baixos, como US$ 5. Isso barateia a operação e amplia o alcance dos golpes, que atingem principalmente pessoas mais velhas e fãs do artista.

Mercado ilegal de US$ 5 a R$ 1,8 bilhão

O mercado ilegal de deepfakes no Brasil movimenta cerca de R$ 1,8 bilhão, conforme apuração da reportagem original. O valor inclui não apenas os golpes com celebridades, mas também a venda de ferramentas e serviços de clonagem de voz e imagem.

Especialistas alertam que o número pode ser ainda maior, já que muitas vítimas não registram boletim de ocorrência por vergonha ou desconhecimento. A polícia e órgãos de defesa do consumidor têm recebido um número crescente de denúncias envolvendo esse tipo de fraude.

Sinais para identificar um deepfake

Alguns sinais podem ajudar a identificar um deepfake: movimentos faciais estranhos, sincronização labial imperfeita, iluminação inconsistente e áudio com ruídos ou entonação artificial. Em vídeos, observe se a pessoa pisca menos do que o normal ou se o rosto parece 'plastificado'.

Desconfie de mensagens urgentes, ofertas milagrosas ou pedidos de dinheiro vindos de celebridades. Sempre verifique em canais oficiais se a informação é verdadeira antes de agir.

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Como se proteger de golpes com IA

A principal recomendação é nunca fazer pagamentos ou compartilhar dados pessoais baseado apenas em vídeos ou áudios. Confirme a identidade do interlocutor por outros meios, como telefone oficial ou contato presencial.

Mantenha seus aplicativos e sistemas atualizados, ative a verificação em duas etapas em contas bancárias e redes sociais, e desconfie de links recebidos por mensagem. Em caso de suspeita, denuncie imediatamente à polícia e ao banco.

O que fazer se você for vítima

Se você caiu em um golpe com deepfake, reúna todas as provas, como prints, áudios e comprovantes de pagamento, e registre um boletim de ocorrência. Informe também seu banco para tentar bloquear transferências e contestar cobranças.

Além disso, denuncie o perfil ou anúncio falso na plataforma em que foi abordado. Quanto mais rápido agir, maiores as chances de recuperar o dinheiro e ajudar a polícia a identificar os criminosos.

Ferramentas de IA ampliam alcance dos golpes

A popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa facilitou a criação de deepfakes por pessoas sem conhecimento técnico. Hoje, é possível clonar uma voz com poucos segundos de áudio e gerar vídeos realistas com softwares gratuitos ou de baixo custo.

Isso preocupa autoridades, que veem um aumento no número de golpes envolvendo celebridades, políticos e até parentes de vítimas. A orientação é redobrar a atenção e sempre desconfiar de abordagens que envolvam dinheiro.

Legislação e responsabilização

No Brasil, ainda não há uma lei específica para crimes envolvendo deepfakes, mas os golpistas podem ser enquadrados por estelionato, falsidade ideológica e violação de direitos de imagem. A polícia tem usado a legislação existente para investigar e prender suspeitos.

Projetos de lei em tramitação no Congresso buscam tipificar a criação e divulgação de deepfakes, especialmente quando usados para fraudes. Até lá, a prevenção e a denúncia são as principais armas contra esse tipo de crime.

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