Alexandre de Moraes nega soltura de Deolane Bezerra; influenciadora é transferida para presídio no interior de SP
Operação Vérnix bloqueou R$ 357 milhões em bens e apreendeu 39 veículos de luxo; filho adotivo da influenciadora também é alvo de investigação
Defesa segue tentando reverter a prisão, mas decisão monocrática mantém Deolane atrás das grades em caso de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou neste domingo (24) o pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra. Com a decisão, ela seguirá presa após ser transferida para uma unidade prisional no interior de São Paulo.
Deolane foi detida na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com indícios de ligação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os números da Operação Vérnix
A força-tarefa bloqueou R$ 357 milhões em bens e contas bancárias dos investigados e apreendeu 39 veículos de luxo. Os valores e a frota indicam um patrimônio incompatível com a renda declarada pelos alvos da investigação.
O filho adotivo de Deolane, Giliard, também é alvo do inquérito. De acordo com a apuração, ele movimentou cerca de R$ 11 milhões sem possuir emprego formal, enquanto declarava à Receita Federal renda de apenas R$ 32 mil.
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O argumento da defesa
A defesa da influenciadora sustenta que não há provas suficientes para manter a prisão preventiva e segue insistindo na soltura. Para Moraes, no entanto, os elementos reunidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público justificam, neste momento, a manutenção da custódia.
Quando o patrimônio explica menos do que o estilo de vida, o juiz costuma olhar com lupa.
Impacto no entorno
A transferência de Deolane para o interior paulista também tem efeito simbólico. Tirou-a do centro do noticiário diário e a colocou sob regras prisionais mais restritivas. Para investigadores, é um movimento que pode pressionar o entorno a colaborar.
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Conclusão
O caso Deolane deixou de ser apenas uma história de celebridade caída. Tornou-se vitrine da relação entre fama digital, dinheiro de origem suspeita e crime organizado — uma combinação que o STF parece disposto a tratar com severidade.
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Equipe Clicja · há 35 minutos
3 Comentários
- C
Carlos R. há 1 hora
Excelente cobertura. Era o que faltava na imprensa brasileira: notícia direta, sem viés.
- M
Mariana T. há 3 horas
Concordo em parte. O texto poderia detalhar mais os impactos regionais da medida.
- J
João P. há 5 horas
Parabéns ao Clicja pela apuração. Vou compartilhar com meus contatos.